O Imperialismo tenta intervir na luta contra Kadafi.
O Imperialismo nunca esteve tão fragilizado quanto no atual período histórico.
No terreno militar o imperialismo já somava derrotas na invasão do Iraque e Afeganistão, por exemplo. No terreno econômico as organizações imperialistas não encontram o caminho diante do naufrágio de suas economias. Agora em 2011 a burguesia mundial é pega de surpresa pelos processos revolucionários que estão derrotando aliados históricos dos países ricos.
A Tunísia surpreendeu todos, o Egito, apesar de querer, o imperialismo não pôde fazer nada; agora com a luta na Líbia os EUA querem começar a tentar reverter esse quadro onde os processos que prejudicaram os planos do país mais rico do mundo simplesmente passaram por cima da cabeça da CIA, sua central de inteligência.
Foram deslocados o porta-aviões USS Kearsarge, e outras duas embarcações atravessaram o Canal de Suez, e ancoraram próximo à costa líbia para começarem seu plano.
Paralelo a pressão militar a ONU decretou que os bens de Kadafi e sua família estão congelados, impedindo uma possível fuga do país; e decretaram sanções econômicas ao país, porém estas medidas só poderão surtir efeito a médio prazo.
O imperialismo quer se apoderar da vitória das massas.
Apesar do discurso humanitário utilizado pela Casa Branca, o que está por trás disso é que o imperialismo não pode deixar que os trabalhadores tenham experiências de governo e que pelo meio militar consigam derrubar um ditador. Isso representaria, por si só, uma derrota para a burguesia, já que a verdade fica escancarada de que os trabalhadores, por meio de suas organizações, são capazes de derrubar ditadores e criar organizações e dirigir o estado. Se tornando uma ameaça para toda a exploração econômica que o imperialismo impõe para a região.
A outra intenção é preparar as condições para um processo de invasão ao país, utilizando o velho discurso de “defensores da democracia”, os mesmos argumentos que justificaram a invasão ao Iraque, para derrubar Sadan Hussein, e no Haiti.
O imperialismo com está tática busca mudar a forma como o imperialismo é visto pelos trabalhadores da região. Estes países foram castigados pelos inúmeros processos de colonização imperialista - os mais recentes pelos países europeus, no caso da Líbia pela Itália - e após o fim da colonização os países ficaram sob o domínio econômico dos EUA e outras nações ricas.
A Líbia, para os EUA pode desempenhar um papel primordial para seus planos, por toda simbologia que representa a derrota do ditador líbio, já que Kadafi se atritava constantemente com o país imperialista, que vinha gradualmente mudado de conduta desde 2003 quando começaram as conversas com o então presidente Bush.
Assim além de combater Kadafi, um ditador burguês, os trabalhadores devem também derrotar o imperialismo, o principal inimigo da classe trabalhadora da Líbia e do mundo todo
- Fora o Imperialismo da Líbia.
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