OS VENTOS ÁRABES SOPRAM NA ESPANHA...COMEÇA A “REVOLUÇÃO DOS INDIGNADOS”
A Espanha parece ser o primeiro país europeu onde os trabalhadores e a juventude dão um passo a mais em sua luta, inspirados no exemplo dos povos do mundo árabe.
Durante esta semana, milhares de pessoas fizeram manifestações contra o regime político atual e a situação de miséria crescente, onde o desemprego já atinge 21% da população. Entre os jovens de 18 a 25 anos, o índice chega a 45%.
Nas manifestações, percebem-se muitas faixas e cartazes denunciando o conjunto das instituições políticas e dos principais partidos, desde o socialista que está no governo até a oposição de direita. Expressões de uma indignação generalizada com a situação política e econômica, fazendo com que vários eixos políticos chamem as pessoas a boicotar as eleições municipais, marcadas para o domingo, dia 22 de maio.
Além dos manifestantes, a própria imprensa espanhola está denominando esse processo como a “revolução dos indignados” ou revolução espanhola, tamanha é a força das mobilizações e o conteúdo das reivindicações defendidas.
Espelhados nos trabalhadores egípcios, os espanhóis estão acampados na praça Porta do Sol, em Madrid, exigindo uma mudança radical na política do governo “de esquerda” espanhol, bem como uma forma de democracia mais representativa.
Essa situação é deflagrada na Espanha em um período onde o país tem sido sacudido por sucessivas greves organizadas pelas entidades sindicais. Por isso, essa entrada em cena da juventude e dos desempregados, juntamente com o levante operário que também avança, pode realmente estar um conflito mais aberto dentro de uma situação revolucionária na Espanha.
Deixamos aqui registrada toda nossa solidariedade aos trabalhadores e à juventude espanhola. Nos colocamos na defesa de cada uma das reivindicações levantadas na praça Porta do Sol, que só podem ser alcançada na medida em que de fato se desenvolva a revolução espanhola.
Desde já, estamos a disposição das organizações combativas e classistas da Espanha, para podermos organizar uma campanha de apoio à essas lutas de forma prática.
Esse pode ser o início de um processo mais generalizado que se inicia no principal continente do mundo capitalista. Depois das greves gerais contra os planos de austeridade, fazemos voto de que evolua a revolução dos trabalhadores e do povo pela Espanha, por toda Europa e pelo mundo.
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