Publicado em 30/06/2011

Países Árabes, Europa...

A revolução de Jasmim começa a florescer em todo o mundo

Nos últimos meses temos acompanhado várias noticias sobre as revoluções no mudo árabe, primeiro na Tunísia onde através de muita luta contra o governo de Ben Ali a população conseguiu derrubar aquele ditador que desde 1987 estava  no poder. Em seguida foi a vez do Egito que também através de muita luta e com a população saindo as ruas o então presidente Hosni Mubarak se viu sem saída e foi obrigado a renunciar. Daí então começou a ocorrer um verdadeiro efeito dominó e outros diversos países do Oriente Médio entraram em processos revolucionários com chances reais dos trabalhadores chegarem ao poder, apesar de não contarem com uma partido revolucionário para levar esse processo até as últimas consequências.

          E agora aconteceu o que era inevitável, os protestos chegaram  a Europa mais precisamente na Espanha onde jovens motivados pelos acontecimentos no Mundo Árabe, e principalmente, com as condições de vida obrigando a ir à luta, saíram às ruas para exigir mudanças no sistema daquele país e promover um boicote aos três maiores partidos da Espanha nas eleições locais, o  Partido Popular, o Partido Socialista Trabalhista e o Convergência e União.

Com a crise nesse país a taxa de desemprego subiu para mais de 20% sendo que a maioria dos desempregados são jovens que tem menos de 25 anos. Além de mais empregos os manifestantes pedem melhores condições de vida, mudanças nos planos de austeridade do governo socialista espanhol, e ainda uma palavra se estampa em diversas faixas pela marcha: real democracia real já! Uma forma de denunciar o regime democrático burguês existente no governo do “socialista” Luis Zapatero, primeiro-ministro do país.

          A crise espanhola tende cada vez mais a se espalhar para outros países do Continente Europeu, já que não se trata de um fato isolado, mas sim reflexo de todo um sistema que já não é capaz de suprir as necessidades da população.

Todos esses acontecimentos servem para dar uma injeção de ânimo nas classes exploradas de outras nações que ao verem os espanhóis tomarem as ruas também sentem encorajadas a se somar nessa batalha por uma vida mais justa e digna.

        Ninguém aguenta passar uma vida inteira cada vez mais pauperizada e agora mais do que nunca as pessoas estão se dando conta que não podemos ficar esperando soluções vindas dos parlamentares, pois esses estão a mando da burguesia e só se preocupam em quantos votos farão na próxima eleição para garantirem seus cargos, altos salários e benefícios.

       O Brasil não é uma ilha onde somos meros espectadores do que acontece mundo afora, pelo contrário, os trabalhadores do Brasil a cada dia percebem que parlamentar algum fará mudanças nas vidas dos trabalhadores e a luta é a única saída para melhorar nossas vidas. Basta lembrar dos recentes acontecimentos de Jirau e Suape, e os vitoriosos bombeiros do Rio de Janeiro, onde em cada um desses casos os trabalhadores radicalizaram as lutas e passaram por cima de burocratas de sindicatos, e legislações e arrancaram conquistas.

       Todos esses processos servem para nos mostrar que a consciência da classe trabalhadora está aumentando e nós não ficaremos calados diante de tantos ataques por parte dos governantes, seja no Brasil, Espanha, Líbia ou em qualquer lugar onde haja injustiça e exploração, pois os mesmos sofrimentos da classe trabalhadora daqui são os mesmos sofrimentos da classe trabalhadora de qualquer outro país do mundo. E que a única divisão que existe é a divisão de classes, o rico e o pobre,o explorador e os explorados.

 

 

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