Publicado em 19/01/2011

Essa matéria é uma copilação de um panfleto do Movimento Revolucionário distribuído à população de Porto Alegre que agora será alvo de mais um ataque arquitetado entre prefeitura municipal e as empresas milionárias de transporte público.

Apesar de se tratar particularmente da capital do Rio Grande do Sul, este acontecimento, independente do partido esteja à frente da prefeitura, é um retrato do que ocorre em todas as cidades do Brasil, que faz a realidade dos trabalhadores e da juventude, das mais distantes cidades, seja sempre a mesma, de uma vida com cada vez menos qualidade.

Os trabalhadores e estudantes devem lutar com todas suas forças para barrar esse brutal ataque.

 

Contra o aumento da passagem e do custo de vida!

 

Em breve, a população de Porto Alegre será vítima de mais um aumento das passagens. Todo ano, a prefeitura, junto com os empresários, se reúne para elevar o preço da passagem. E desta vez querem fazer com que a passagem passe para R$ 2,70. Se esse aumento pudesse se justificar, ele teria que servir para a melhora do transporte público com o aumento da frota e acabando com os problemas de lotação que diariamente enfrentamos.

Mas, ao contrário, aumenta-se a passagem e piora o serviço. Já neste ano vão sair de circulação cerca de 2 mil ônibus. Isso afetará diretamente a rotina de muita gente, com redução de horários e mais ônibus lotados. Fortunatti, em todos estes anos, aumentou a passagem, assim como todos os governos anteriores fizeram, incluindo o PT por 16 anos e Fogaça por 6 anos. Em SP, o preço da passagem já foi para R$ 3 e POA segue o mesmo caminho.

Esses aumentos servem para enriquecer ainda mais os empresários, os mesmos que financiam as suas campanhas eleitorais. E quem paga é a população que já tem que enfrentar o aumento do custo de vida: aluguel, água, luz, comida e agora o transporte.

Para comparar, o aumento da passagem previsto significará cerca de R$ 30 no final do mês para quem precisa pegar 2 ônibus, seja para o trabalho, ou um para o trabalho e outro para estudar. É quase igual ao reajuste proposto pelo governo de Dilma de R$ 35 no salário mínimo. É isso que o governo e os patrões sempre fazem: fingem que estão concedendo um benefício mas, na primeira oportunidade, dão um jeito de arrancá-lo de volta.

Desta vez, se depender de Fortunatti e Dilma, vai ser ainda pior. Um quer aumentar a passagem a um valor absurdo; a outra quer dar um salário miserável enquanto o preço da luz, do gás e da comida sobem muito mais. Isso sem falar do corte que Dilma quer fazer de 40 bilhões de verbas que serviriam para a saúde, educação, entre outros.

São estes políticos os mesmos que votam um aumento 61% em seus salários. Ah, se nós pudéssemos ter a oportunidade de votar nossos salários. Seria uma maravilha!

Podemos barrar esse aumento, mas, para isso, temos que nos mobilizar e acreditar na nossa luta, sem ter a ilusão que nenhum desses governos vai mudar a nossa vida. Isso em cada escola, em cada local de trabalho, em cada fábrica e em cada bairro.

 

 

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