Publicado em 14/02/2011

Panfleto do Movimento Revolucionário distribuído durante a reunião da Coordenação Nacional da Conlutas:

 

Derrotar os planos de cortes e congelamento salarial do governo Dilma.

Por um bloco de oposição de esquerda a Dilma!

        O novo Governo Federal, expressando a continuidade de uma polícia generalizada do grande capital que coloca a frente de seus negócios e interesses figuras ligadas a um passado de luta, classista ou popular assume mostrando para que servem os governos de Frente Popular, no Brasil e na América Latina.

 A posse marcada por anúncios de cortes bilionários no conjunto dos orçamentos públicos, o congelamento salarial, o aumento do custo de vida e o endividamento recorde da população demonstram que a economia brasileira caminha ladeira abaixo, bem diferente do propagandeado durante a campanha eleitoral, onde a Frente Popular comanda por PT e Lula mostrava na televisão um país sólido, rico, e quase uma nova potência.

        Diante desse cenário é preciso dar uma resposta. Ainda mais tendo em conta o aumento de 62% dos deputados e de 132% da presidente Dilma Rousseff, que fazem um contraste revoltante com o salário mínimo de fome, o aumento dos juros, a inflação, a destruição das estatais, como Correios, CEF e Petrobrás, e o endividamento da classe trabalhadora.

        Os trabalhadores, a juventude e o movimento popular, juntamente com as entidades que estão a serviço de seus interesses, devem apresentar um plano de luta unificado, mas para ação contra o projeto de cortes, congelamento e crise que o governo Dilma introduz nesse momento. A unidade de ação, com lutas, marchas e greves unificadas deve estar a serviço de derrotar os planos do imperialismo no Brasil e no mundo, e isso passa por derrotar a Frente Popular.

        Com a CUT, CTB, Força Sindical, UGT e outras centrais sindicais, os trabalhadores não conseguem ter um programa e uma plataforma política que expresse suas necessidades. Não é possível estabelecer um organismo permanente, em frente única nacional, com quem quer impedir a resistência contra os planos do governo que os sustenta. A CSP-CONLUTAS, que já protagonizou atos e marchas com dezenas de milhares, precisa romper urgentemente com essa política de frente única com o governo. A realidade exige outro tipo de política, de oposição e enfrentamento à Dilma.

        Essas centrais fazem o oposto da unidade. Defendem o enfraquecimento das lutas, por isso nunca chamam a unificação das campanhas salariais, das greves e lutas em curso para que a classe trabalhadora brasileira siga o exemplo da Grécia, França, Tunísia, Egito e outros tantos países que protagonizam heróicas resistências aos planos de austeridade.

        Àqueles que defendem a unidade dos trabalhadores, chamamos a construirmos um calendário de lutas contra os ataques anunciados pelo governo imediatamente. Defendemos a construção de um grande bloco de oposição de esquerda ao Governo Dilma, não para levantar dezenas de reivindicações e divulgá-las em dias de festas e atos simbólicos com os governistas, mas para implementar a ação direta, nas ruas, e impedir que os trabalhadores paguem com suas vidas, desabamentos de casas, salários de fome e empobrecimento geral, os efeitos da crise do capitalismo.

 

 

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