Assassinatos de ambientalistas para comemorar o novo código florestal de Dilma.
Enquanto os deputados federais aprovavam um projeto que anistia todos os latifundiários que desmataram regiões inteiras, e legaliza o cultivo em áreas de preservação ambiental, dois ambientalistas que lutavam contra o desmatamento e as agressões à natureza foram assassinados.
Maria do Espírito Santo e José Claudio da Silva, dedicavam suas vidas à protegerem as reservam ambientais no Pará, onde denunciavam os abusos dos madeireiros e latifundiários no estado.
Por isso vinham sendo alvo de ameaças já que “os donos do poder da região” viam o casal como uma grande ameaça à seus interesses.
O caso se tratou de uma morte verdadeiramente anunciada já que em palestra aos estudantes da Universidade Federal do Pará, José Claudio, aparecia anunciando sua própria morte. O casal já havia, inúmeras vezes, solicitado ser incluído do plano de proteção de testemunhas da Polícia Federal, sem que fossem atendidos, na prática.
Mesmo com todos os apelos o governo de Dilma não foi capaz de garantir a segurança dos dois, e acabaram sendo executados.
Este é só mais um caso de ambientalistas que foram assassinados assim como Dorothy Stang, ou Chico Mendes, todos estes casos tiveram grande repercussão.
Mas a verdade é que há milhares de pequenos agricultores expulsos de suas terras quase que diariamente, quando chegam pistoleiros contratados por grandes latifundiários exigindo que deixem suas terras.
Quando ocorre um assassinato do seu João, pequeno agricultor do norte do país, o retrato dele não é estampado em capas de jornais e revistas e se torna somente mais um número na estatística da violência no campo. Sem que nada seja averiguado, neste país onde a única lei que funciona é a que beneficiam os ricos.
Agora Dilma promete contornar a situação, colocando à disposição a guarda da Polícia Federal no interior do Pará. Tudo como mais um jogo de cena até que as pessoas se esqueçam do casal Maria do Espírito Santo e José Claudio da Silva, e o problema sair de pauta.
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