Publicada em 30/06/2011

Terreno Pronto para a construção de Belo Monte. Dilma concede licenças para privilegiar empreiteiras

Após um debate nem um pouco democrático sobre a construção da usina em uma das reservas ambientais mais ricas em fauna e flora do país, localizado no Alto Xingu, inclusive é local protegido por possuir inúmeras reservas indígenas, o governo Dilma, por intermédio do Ibama, concedeu permissão para que a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte inicie.

As construções só não haviam começado devido ás exigências ambientais e sociais condicionantes que o consórcio Norte Energia, responsável pela obra, deveriam cumprir. São 40 condicionantes onde ao menos 23 deles deveriam ser cumpridos antes da inicio da obra.

Além de visar amenizar os efeitos danosos sobre a natureza, estas medidas também tentam amenizar os impactos sociais que implica uma obra desta magnitude, como a preparação das cidades das redondezas para o fluxo migratório previsto, aumentando o número de escolas, leitos nos hospitais, estradas etc.

A obra no valor de 23 bilhões de reais é a maior obra do PAC e mesmo com todas os efeitos que podem causar a esta população e ao meio ambiente, Dilma deu carta branca para a Norte Energia iniciar a obra sem que nenhuma destas medidas condicionantes tenham saído do papel.

Para tentar amenizar o possível desgaste devido a iniciativa de liberar a obra, o bastião do PAC de Dilma, o governo veio à público divulgar um pacote no valor de 500 milhões de reais para o Plano de Desenvolvimento Sustentável do Xingu. Valor equivalente ao mínimo que a Norte Energia havia se comprometido a investir para amenizar o impacto socioambiental causado pela obra. Ou seja, aquilo que o consorcio Norte Energia, composto por históricos aliados do governo petista da construção civil, deveria investir será garantido pelo próprio governo, já que sem essas iniciativas o que Belo Monte trará de beneficio para a população, será ofuscado pelos grandes problemas causados pela obra e pela falta de estrutura sócioeconomica da região.

Tudo não passa de mais uma grande demonstração do compromisso de Dilma com os grandes empreiteiros, ávidos por lucrar com o dinheiro público, o consorcio que irá construir a obra ganha a concessão, e ainda por cima não investe um tostão para cumprir o contrato. O governo por sua vez, usando o dinheiro dos trabalhadores, gasta, e quem paga a conta são todos os trabalhadores.

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