Os números mostram: há um extermínio das mulheres no Brasil!
A média oficial de assassinato de mulheres cresceu 30% na última década, o que, por si mAA alta da taxa Selic, que corrige 35% da divida interna em títulos do Tesouro, ajuda a elevar os gastos em 2011, diz o economista Maurício Oreng, do Itaú Unibanco. Em 2011, os juros básicos já subiram 1 ponto percentual, devendo aumentar mais 0,5 ponto na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de amanhã, para 12,25% ao ano, segundo a maior parte dos esmo, já seria uma tragédia imensa. Mas, ao se desdobrar estes números, vemos que, no Pará, houve um aumento de 256% no mesmo período. Em Alagoas, de 104%.
Mortas principalmente por familiares e companheiros, mas também por traficantes e exploradores sexuais, 4,5 mil mulheres form mortas em 2010 no Brasil, muitas delas após sessões de espnacamento, torturas e repetidas agressões, incluindo tapas, chutes, socos, facadas, tiros, choques, etc. Milhares de estupros, agressões domésticas e mulheres mutiladas se somam a este verdadeiro extermínio de mulheres no país, o que alguns já chamam de femicídio!
O Brasil não produz estatísticas oficiais de homicídios por sexo, na contramão de países vizinhos que, além de monitorarem as mortes de mulheres, tipificam o crime em leis. Costa Rica, Guatemala, Chile, Colômbia e El Salvador incorporaram no ordenamento jurídico a definição do femicídio. México, Argentina e República Dominicana também estão discutindo alterações na legislação. Em toda a América Latina, o ritmo acelerado com que esses homicídios crescem indica o massacre por questões de gênero. E O Brasil é linha de frente neste tipo de crime.
Conforme dados das secretarias de segurança pública, das polícias e dos movimentos feministas brasileiros, em média 4,6 mulheres são assassinadas por 100 mil habitantes do sexo feminino, podendo mais que dobrar em algumas cidades. Os índices se igualam ou mesmo superam, sozinhos, a taxa total de homicídios, incluindo mulheres e homens, de países europeus ocidentais (3 a 4 por 100 mil), da América do Norte (2 a 6) e na Austrália (2 a 3). Em relação à América Latina, o Brasil perde apenas para lugares como El Salvador, Guiana e Guatemala, conhecidos por graves violações dos direitos humanos.
A presidente Dilma Rousseff, que prometeu no discurso de posse “glorificar a vida de cada uma das brasileiras”, e gosta de salientar seu "compromisso feminista" ao se reivindicar uma presidentA, é responsável por esta realidade. Mesmo que não se possa culpá-la por uma situação que se arrasta desde muito tempo, seu governo, depois de 5 meses da posse, e 7 meses após sua eleição, não mexeu sequer uma palha para defender as mulheres.
A Lei Maria da Penha só existe no papel, e o machismo segue garantindo lucros aos empresários, através de salários mais baixos nos mesmos empregos; enquanto milhões de mulheres são vítimas da opressão e superexploração, no caso das trabalhadoras, muitas das quais sofrendo com dupla e tripla jornada.
O massacre diário das mulheres, ao qual se soma a proibição do direito ao aborto, que mata ou mutila mais 150 mil mulheres ao ano, é uma política de governo e de Estado. Tanto a burguesia, que lucra com mais da metade da força produtiva sendo humilhada e tendo de aceitar receber menos, quanto a Igreja e instituições capitalistas que respiram aliviadas ao conter e reprimir mais da metade da população, em nome de seus dogmas e interesses, estimulam e se nutrem do machismo.
Infelizmente, a realidade das mulheres, por mais que a mídia tente passar outra ideia, baseada em aspectos meramente comportamentais, não caminha para o fim da desigualdade e opressão. Pelo contrário: a violência doméstica, nas ruas e institucionalizada tem aumentado contra as mulheres, e os números provam isso.
Não adianta esperar que a História, ao natural, acabe com a chaga do machismo, como não adianta esperar que acabe com o racismo, a homofobia ou a exploração. A única saída às mulheres e a todos os oprimidos e explorados é a luta. Uma luta que deve começar desde agora, contra Dilma e o Congresso machistas.
- Prisão e punição exemplar dos machistas, assediadores e aliciadores de mulheres.
- Direito ao aborto, livre, gratuito, público, de qualidade e sem burocracia.
- Salário igual para trabalho igual. Pelo fim da discriminação salarial. Não ao aumento da idade de aposentadoria das mulheres.
- Licença maternidade de 6 meses automática a todas e sem isenção fiscal
- Por creches públicas e gratuitas nos bairros e locais de trabalho.
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