Publicado em 04/05/2011

Dilma vai gastar R$ 230 bilhões apenas com juros da dívida pública em 2011

        Depois de o governo Lula, principalmente, gastar R$ 195 bilhões do orçamento de 2010 com o pagamento dos juros da dívida pública, sua sucessora, Dilma Roussef, vai massacrar ainda mais a população brasileira, confiscando R$ 35 bilhões a mais que seu mentor para dar de bandeja aos banqueiros e agiotas internacionais.

        Estes R$ 35 bilhões a mais que deverão ir para o ralo dos juros da dívida pública, sem sequer reduzir seu montante, são 70% dos R$ 50 bilhões que Dilma anuncia que irá cortar do orçamento de 2011, incluindo R$ 3,1 bilhões da educação, e tantos outros bilhões da educação, da saúde, do saneamento básico, etc.

        Isso quer dizer que Dilma está cortando médicos, enfermeiros e professores; redes de água e esgoto, casas populares e investimento em transporte para pagar juros de uma dívida que, apenas no que se refere a títulos públicos, já é maior que R$ 1,6 trilhão!

        Pagar R$ 230 bilhões em juros é quase 15 vezes mais do que os R$ 15,5 bilhões previstos ao Bolsa Família. Ou 6 vezes mais que os cerca de R$ 40 bi indicados ao PAC. Serão 5,6% do PIB do país que simplesmente irão sumir, enquanto aposentados não têm dinheiro nem para remédios, a comida dobra de preços e a gasolina chega a mais de R$3 o litro.

        A alta da taxa básica de juros, a Selic, é mais um dos fatores que faz da dívida uma bola de neve impagável. Indexada à Selic estão 35% da divida interna em títulos do Tesouro, sendo estes juros já subiram 1,25 ponto percentual neste ano, devendo aumentar mais 0,5 ponto através do Copom, para 12,50%, até o final do ano, conforme preveem a maioria dos analistas.

        Como a tendência é que os juros necessitem ficar bastante altos como estão, ou ainda maiores, a fim de segurar a inflação que está disparando, a dívida também não tem nenhum sinal de que vá parar.

        Em pouco tempo, basta que a arrecadação federal deixe de crescer - o que inevitavelmente vai ocorrer, depois de que os aumentos de impostos estão chegando no limite e o crescimento econômico está desacelerando - todo o orçamento será consumido pela dívida e o Brasil pode quebrar! O mesmo que ocorreu na Argentina em 2001, e hoje acontece em países europeus antes considerados exemplos, como Irlanda, Portugal e Grécia, é o futuro do Brasil.

        É preciso romper imediatamente com o pagamento da dívida pública. Esta dívida não foi feita pelos trabalhadores nem investida em suas necessidades. Foram os corruptos e burgueses que sempre governaram nosso país, os que afundaram suas finanças e criaram uma dívida infindável, cujo valor emprestado já foi pago muitas vezes, sem, no entanto, reduzir seu valor.

        Os R$ 230 bilhões têm que servir para garantir o salário mínimo do Dieese, calculado em R$ 2.247 em março de 2011; para eliminar o déficit de moradia do país; construir hospitais e escolas; permitir o acesso universal ao ensino superior; etc. Isso é possível e os trabalhado respodem impôr este plano. Utópico é querer gastar 1 trilhão de reais ao longo de um mandato de 4 anos, apenas para pagar juros, como Dilma quer fazer, destruindo com a condição de vida do povo trabalhador.

 

 

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