Publicado em 14/12/2010

Gim Argello renuncia:

 O primeiro aliado do governo Dilma envolvido em corrupção

O mandato de Dilma Roussef nem iniciou e já tem membro envolvido em escândalos de corrupção.

O senador Gim Argello (PTB-DF) renunciou ao cargo de relator-geral da Comissão Mista de Orçamento responsável pela aprovação do orçamento para o governo da petista em 2011.

Argello foi denunciado pelo jornal O Estado de São Paulo por desvio de verbas públicas -que somadas chegam ao valor de 1,4 milhões de reais-. O senador requisitava emendas individuais ao poder executivo e as verbas eram destinadas a empresas de fachada.

Em um dos casos o senador requisitou ao Ministério da Cultura determinado valor para organizar um encontro em Brasília. O ministério, no final das “negociações”, liberou 532 mil reais, destinados ao Instituto Renova Brasil, que contratou serviços da RC Assessoria e Marketing. No endereço descrito na documentação entregue ao ministério não funcionava instituto algum, e sim uma vidraçaria. O representante legal da RC admitiu que era um “laranja” e recebia 500 reais mensais de Argello pelo “aluguel” do nome.

O senador, na maior cara-de-pau, declarou que “existem instituições cujo dever é fiscalizar e monitorar a realização desses eventos, bem como analisar a prestação de contas”, tentando transferir a culpa para o ministério. Mas a realidade é que tanto os ministros quanto os deputados são responsáveis por mais esse caso de corrupção. Os ministros e suas autarquias não foram omissos, já que provavelmente lucraram com essa falcatrua.

O uso das emendas individuais feitas pelos senadores ou deputados requisitando verbas do governo Lula para turismo e cultura é uma prática comum. Somente em 2010 foi solicitado um total de R$ 68,9 bilhões de reais em emendas, sendo que a gestão de Lula destinou R$22,5 bilhões para esse fim. E, pelo visto, sem qualquer controle de onde essas verbas foram parar.

Muda o nome do político, mas a roubalheira continua igual

Como é prática, o senador pediu a renúncia para evitar a cassação. Argello, inclusive, assumiu a vaga de outro senador -o titular Joaquim Roriz- que renunciou após serem divulgadas escutas da polícia civil em que aparecia negociando a partilha de 2,2 milhões de reis com o então presidente do Banco de Brasília. Roriz não explicou como obteve os 2,2 milhões de reais e também não foi punido de forma alguma. Para Argello não será diferente: ele renunciou para evitar a cassação e, assim, poder concorrer nas próximas eleições. A justiça burguesa, mesmo com todas as provas do roubo, não fará nada para puni-lo.

O regime e suas instituições (parlamento, poder executivo, justiça) funcionam como uma verdadeira máfia na qual a burguesia se une para roubar o dinheiro dos trabalhadores. Quando algum de seus membros é ameaçado com uma penalidade judicial, juízes, promotores, advogados, todos trabalham para livrá-lo da punição. Assim, os corruptos continuam se perpetuando em seus cargos e mantendo o poder de sua quadrilha.

Argello entra para o extenso rol dos corruptos assumidos que nunca foram punidos, se juntando a Dirceu, Pallocci, Collor, FHC, Lula e tantos outros que até hoje continuam usufruindo do dinheiro público desviado.

 

 

        

 

 

 

 

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