Publicada em 04/06/2009

Corrupção na Arquidiocese do Rio de Janeiro: Cúpula da Igreja usa mais de R$ 2,2 milhões para comprar apartamentos, carros e moveis de luxo.

 A Arquidiocese do Rio de Janeiro se encontra envolvida em um grande caso de corrupção. Foram descobertos desvios de dinheiro, que somados mais de R$15 milhões. O responsável pela roubalheira foi o padre Edvino Alexandre Steckel, que nos últimos 16 meses esteve à frente da administração da  arquidiocese.

O fato que fez escancarar a corrupção dentro da igreja  foi a compra de um apartamento no valor de R$2,2 milhões no bairro Flamengo, zona sul do RJ, o metro quadrado mais caro da cidade, que seria utilizado pelo ex-arcebispo dom Eusébio Oscar Scheid. Além do apartamento o padre promoveu ainda uma reforma  da sua própria sala e recepção da igreja, comprando moveis de grife, vinhos caríssimos e ainda comprou três carros luxuosos da Volkswagen (um Pólo e dois Jetta importados) blindados. 

Enquanto a igreja enriquece o povo fica cada vez mais pobre

A igreja Católica enrique milhões e milhões todo ano se utilizando da fé e da miséria da população trabalhadora, que diante da miséria, desemprego e violência crescente busca na religião um alivio para seu sofrimento. A religião anestesia os fiéis diante das frustrações, pobreza e desigualdade social vividas no capitalismo. 

Por isso dentro do sistema capitalista no qual vive a humanidade hoje, se torna tão importante a religião, pois serve para alienar e frear a consciência dos trabalhadores,  que enquanto  freqüentam igrejas e religiões não vão saem às ruas lutar. A igreja e seus pregadores cumprem o papel de fazer os trabalhadores acreditarem que os motivos de viver as dificuldades como desemprego, fome, miséria, mortes  e outros são as vontades e lições divinas, de Deus. E, que basta rezar e contribuir financeiramente para a igreja  que Deus vai reconhecer o esforça e dar em dobro o oferecido pelo fiel.

 Este dinheiro que o trabalhador da para igreja ao invés de comprar um litro de leite para seus filhos ou  uma passagem para ir trabalhar na busca de salvação, agora teve seu destino e utilização revelados: a corrupção e a boa vida dos lideres da Igreja. Enquanto os fiéis passam todo tipo de dificuldade e muitas vezes até mesmo passam fome, o Papa, os Bispos, os Arcebispos, os Cardeais e Cia. se deliciam comento caviar e bebendo vinhos caros que custam mais de três meses de salário de um trabalhador.

As igrejas funcionam como empresas multinacionais no qual o seu produto de venda é o alívio e a alienação através de crenças que não condizem com a realidade da sociedade.

A igreja é um dos principais aliados do Estado burguês

O estado burguês, os patrões e os governos têm na igreja católica um de seus principais aliados. Esta instituição é mais velha  que o próprio sistema capitalista e desde sua origem sempre ostentou riquezas e luxurias roubados do povo, enquanto apoiava aqueles que exploravam e oprimiam a maioria trabalhadora da população.

Para estado é excelente que a população se volte para igreja, que  aliena  e faz a classe trabalhadora acreditar que  a causa dos problemas da sociedade  são decorrentes de fatos sobrenaturais, ao invés de lutar. Karl Marx dizia que “a religião é o ópio do povo”, comparando os efeitos desta com os do ópio, uma droga alucinógena utilizada pelas classes mais ricas de sua época, que entorpece e aliena o usuário.

A classe trabalhadora enquanto busca explicação dos problemas da sociedade na religião deixa de enxergar que estes ataques e desigualdades vem de algo que é bem real, a burguesia que nos explora. Por isso, como já comprova a historia, o que faz mudar a realidade da sociedade é a luta de classes que é real e material. É somente com os trabalhadores organizados lutando nas ruas para derrotar os governos capitalistas e os governos burgueses  que será possível obter vitórias importantes que mudem a realidade.

Pelo direito de crer ou não crer na religião

Os revolucionários defendem que todas as pessoas têm o direito de crer em qualquer religião ou em nenhuma, mas nenhuma crença religiosa pode interferir e impor ao conjunto da sociedade regras, normas ou posturas. As condições de miséria e exploração que são submetidos os trabalhadores do mundo inteiro pelo capitalismo são um crime contra a humanidade, e não podem ser mantidas e defendidas como coisas normais simplesmente porque Deus assim o quer. 

A classe trabalhadora e a população com um todo devem ter o direito de decidir sobre suas vidas, sem a intromissão ou imposição de dogmas ou “verdades divinas” feitas pela igreja e pela religião. Mas isso não é possível no sistema capitalista no qual vivemos, pois este é baseado no poder e exploração de uma classe sobre a outra. E a instituição Igreja cumpre um papel importantíssimo em perpetuar o capitalismo.

A liberdade plena sobre o próprio corpo, sobre a fé ou a vida somente será possível em uma sociedade que seja socialista, onde os trabalhadores governem e onde todos tenham o direito de decidir sobre suas vidas e em conjunto fazer suas próprias leis.

 

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