Publicado em 11/08/2010

Depois de 6 anos da quebra do Banco Santos, é hora de distribuir migalhas

Banco "petista" decretou falência deixou dívidas de quase R$ 4 bilhões, em especial com funcionários públicos.

        Quase seis anos depois que o Banco Central (BC) interveio no Banco Santos, completamente afundado em dívidas, os credores da instituição finalmente viram algum dinheiro entrar em suas contas correntes. O administrador judicial da massa falida, Vânio Aguiar, começou a efetuar pagamentos, equivalentes a 10% do valor da época do que era devido. Com razão, os beneficiados estão descontentes com a demora e desvalorização do pagamento.

        "Satisfeitos não estamos, porque receber 10% é muito pouco", afirmou o gerente de Controladoria da indústria de vestuário Marisol, João José Bizatto. O fundo de pensão dos funcionários da empresa tinha R$ 1 milhão aplicado em produtos de investimento do Banco Santos. Esta era a realidade dos investidores do banco Santos: quase todos, eram fundos de pensão de funcionários. Nesta caso, eram de uma empresa privada, mas, na maioria, eram fundos de funcionários de empresas públicas, onde os petistas eram  maioria.

        O Instituto de Previdência do Legislativo do Estado de Minas Gerais perdeu cerca de R$ 20 milhões no Banco. Estes números superlativos se repetem às dezenas, com investimentos feitos pela Funcef (fundo dos empregados da Caixa), Previ (do Banco do Brasil), Petros (Petrobrás), Postalis (Correios), etc. E não é por acaso que o Banco Santos virou o "queridinho" de tantos fundos.

        Na época em que Lula assumiu o governo, o Banco Santos passou a operar inúmeros negócios fraudulentos, que garantiam uma enorme taxa de lucro a seus acionistas e investidores. Assim como os bancos BMG e Rural, que lavavam dinheiro do mensalão, o Santos era uma fachada para a corrupção e negociatas, sem ter base real nenhuma para seus lucros recordes consecutivos.

        Neste processo, os petistas no governo, que privilegiavam o banco "amigo", também garantiam uma farra de investimentos dos fundos de pensão, que passaram a alimentar o Santos em busca de ganho fácil. Até que o castelo de cartas desabou! A falta de clientes reais, com captação de recursos real, empréstimos reais, e balanços reais, revelou um banco maquiadamente grande, com um enorme rombo.  

        A irresponsabilidade do governo do PT e de seu Banco Central, que foram omissos e permitiram esta sucessão de erros, levou à falência do Banco Santos, que deixou um passivo - atualizado apenas parcialmente pela correção monetária - de quase R$ 3,4 bilhões. Esse valor pertence a 1.969 credores coletivos, como fundos de pensão, o que, traduzindo em termos mais amplos, significam milhões de trabalhadores.

        São mais de 100 mil bancários só do Banco do Brasil e Caixa, que tiveram perdas gigantescas, que afetam suas aposentadorias, por culpa do governo Lula que criou o monstro em que se transformou o Santos, e também por responsabilidade dos cutistas, sindicalistas vendidos e governistas, que colocaram o dinheiro dos trabalhadores criminosamente num banco a serviço das negociatas do governo do PT.

        O rateio de somente R$ 250 milhões - 10% do valor da dívida original, sem a correção do período - é apenas o capítulo mais recente de uma história vergonhosa de estelionato contra os trabalhadores.

 

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