Pão de Açúcar compra Casas Bahia: a crise diminui o número de patrões!
Seguindo a onda de fusões como o Unibanco e Itaú; Sadia e Perdigão; agora é Casas Bahia e Ponto Frio/Pão de Açúcar.
O Grupo Pão de Açúcar, com Abílio Diniz a frente desse gigante conglomerado, um dos maiores grupos de supermercados varejistas do Brasil, que visa um publico de alta renda em suas lojas, inicia o investimento também no setor de eletroeletrônicos, com a compra do Ponto Frio. E continua a expandir seus investimentos nesse setor, agora visando um público também de baixa renda, comprando as Casas Bahia. Agora o grupo é líder no setor de eletro com uma receita bruta de 18,1 bilhões de reais anualmente, passando o Magazine Luiza, segundo colocado; e mantendo seu grande espaço no setor de supermercados. O negocio foi fechado com valores astronômicos; a transação foi feita com a quantia R$ 824,5 milhões.
Com a aquisição o grupo agora possui mais de 1000 lojas espalhadas pelo Brasil, contando com todos os nomes: Pão de Açúcar, Extra, Assai, Ponto Frio, e agora Casas Bahia. Com um total de 68 mil trabalhadores, que agora sob o comando de Abílio Diniz e seus interesses. Toda essa relação lojas e funcionários resultam em uma empresa que possui um faturamento aproximado a 40 bilhões de reais!
Com a transação sendo anunciadas, as ações do grupo dispararam na Bovespa, mesmo com os lucros não tendo entrado ainda, pelo simples fato de dizer que uma marca estava adquirindo à outra instantaneamente as ações subiram 26,9%, e no dia seguinte continuou a subir para um aumento de 35%, tudo pela expectativa dos lucros aumentem mais ainda.
A lei da selva capitalista: aquele que conseguir mais explorar, sobrevive
No capitalismo o mais “forte” sobrevive. Com a crise econômica, grupos ameaçando fechar algumas de suas lojas já são o suficiente para suas ações despencarem na bolsa, e causar a descapitalização da empresa, fazendo com que os papeis fiquem desvalorizados. Por isso que as casas Bahia acabaram sendo vendida. Apesar de o grupo estar em ascensão, e ter um lugar de destaque no mercado brasileiro, sendo uma das maiores no setor, com a crise financeira atacando todas as empresas incluindo ela própria, a decisão do grupo foi de temporariamente parar com a expansão em ritmo frenético e principalmente demissão, redução no quadro de funcionários e fechamento de lojas deficitárias. Isso já bastou para o grupo demonstrar sua fraqueza fazendo com que as ações ficassem desvalorizadas e o assedio de empresas mais fortes acabou sendo ainda mais forte. A crise pressionou e facilitou a fusão.
O Capitalismo em sua fase superior é isso, cada vez mais fusões fazendo com que mais trabalhadores fiquem sob a tutela do mesmo explorador, os mesmo patrões. Demonstrando que a crise serve para que uma minoria enriqueça ainda mais. Os preços sendo tabelados cada vez mais por um número reduzido de empresas. Hoje, por exemplo, existem dentro das redes de supermercados praticamente três grupos empresariais, Carrefour – marca francesa; Wal Mart – americana, a maior do mundo; e o Pão de Açúcar – marca brasileira, que se não crescer dentro do Brasil logo é a próxima vitima do capitalismo monopolista, já que não tem condições de disputar com empresas que possuem parte também em outros mercados como as já citadas empresas.
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