Publicada em 31/03/2009

O bom filho a casa torna...
Fernando Collor assume a presidência da comissão de infraestrutura no Senado

Embora pareça mais uma piada é a mais pura verdade. Depois de ter sido responsável por alguns dos maiores escândalos no Brasil, o ex-presidente Fernando Collor, aos poucos vai retornando à vida política. Embora sempre se soube que mesmo não mostrando a cara, o ex-presidente seguia circulando entre parlamentares e influenciando decisões políticas, agora mostra a cara novamente. E justamente numa das casas mais desmoralizadas, o senado, que Collor resolveu “retornar” a vida pública. Foi quando estava na presidência do Senado que Renan Calheiros foi acusado de ter contas pessoais pagas pelo lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior, que repassava à jornalista Mônica Veloso, com quem o senador tem uma filha, cerca de R$ 12 mil mensais. Foi no mesmo Senado que Renan Calheiros foi absolvido de todos escândalos. Com esse passado recente dessa casa, não é de se estranhar que Fernando Collor tenha sido tão bem recebido.

A disputa para a presidência da comissão de infraestrtura se deu entre Collor (PTB-AL) e Ideli Salvatti (PT-SC). Ideli foi uma das petistas que quando do escândalo envolvendo Renan Calheiros saiu em sua defesa, hoje nessa disputa Renan Calheiros (PMDB), junto com o DEM se aliou ao PTB para levar Collor à presidência do Senado. Isso só é mais uma comprovação que não existem princípios nem escrúpulos entre os parlamentares. Embora o PT saia aparentemente enfraquecido, pois a comissão de Infraestrtura é uma das mais importantes, pois é responsável direta com os investimentos do PAC, ou seja, o maior projeto do PT para garantir a reeleição em 2010. Mas, apesar de não ter garantido um dos seus, o PT sabe que pode contar com o PMDB e Collor como aliados. Não é a toa que se discute uma possível aliança entre PT e PMDB para 2010. Mais uma vez os partido do congresso nacional brigam por cargos, mas nos final das contas estão sempre juntos. PTB, PT, PMDB, PSDB são todos farinhas do mesmo saco!

A maior crise enfrentada pelo governo Collor se deu em junho de 1991 graças a uma disputa envolvendo o irmão Pedro Collor e o empresário Paulo César Farias. O irmão de Collor acusava o empresário PC Farias de enriquecer às custas da amizade com o presidente, algo que teve desdobramentos nos meses seguintes, quando Pedro Collor apresentou um calhamaço de documentos que apontavam o ex-tesoureiro do irmão como o proprietário de empresas no exterior. Além desses escândalos Collor também foi responsável pelo confisco de poupanças de milhares de brasileiros, como parte de seu plano econômico. Depois de tantos escândalos ficou bastante claro para onde foi o dinheiro das poupanças!

Depois de tudo isso, o Senado finge esquecer de todos os “crimes” de Collor, ele retorna a vida política em alto estilo, e se sente novamente em casa.

Essa é a democracia burguesa, a democracia dos ricos e corruptos!

É assim que funciona a democracia burguesa, aos que roubam, mandam matar, se beneficiam dos recursos públicos status e notoriedade. Sendo sempre, desculpados por seus erros. É isso que acontece com Zé Dirceu do PT, com Renan Calheiros e agora com Fernando Collor.

Nenhuma mudança na vida dos trabalhadores virá do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, e muito menos da presidência da república. Pois todos os partidos aí reunidos estão atuando em beneficio próprio e dos patrões. Para os trabalhadores mudarem de vida é necessário derrotar Lula e por abaixo o congresso corrupto! É necessário também construir o partido revolucionário para fazer frente aos partidos eleitoreiros e suas disputas por cargos e altos salários!

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