Publicado em 06/12/2010

Governo Dilma vai cortar gastos em todos os ministérios e promover arrocho recorde

        O corte de gastos no próximo ano será generalizado e atingirá todos os ministérios, segundo disse o próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega. Em entrevista exclusiva à TV Brasil, Mantega disse: "Agora é o momento de haver retração dos gastos dos subsídios de modo que o setor privado tenha condições de fazer este papel. Então vamos diminuir os gastos, praticamente, em todos os ministérios. Haverá uma redução de despesas e vamos trabalhar para que as despesas não aumentem.".

        Segundo o ministro, é necessário adaptar o orçamento ao período pós-crise para compensar o aumento nos gastos públicos nos últimos dois anos. "Quando a economia precisava, o Estado foi lá e estimulou. Agora que a economia caminha com suas próprias pernas, o Estado se retira e deixa o setor privado fazer a sua parte".

        As palavras do ministro, que Lula fez questão de exigir que fosse renomeado por Dilma, deixam claro que agora é a hora do arrocho. O que se gastou até a eleição para conseguir votos, agora voltará como aumento de impostos, congelamento de salários e cortes do orçamento. A saúde, a educação, o emprego e o salário vão pagar o preço do socorro aos grandes empresários e banqueiros, e vão se acelerar a falta de médicos, de investimentos em saneamento, em segurança, etc. 

        Combinado a isso, a crise na Europa, afirmou o ministro, trará consequências para o comércio exterior do Brasil por causa da guerra cambial provocada por países que desvalorizam as moedas locais para vender mais aos mercados emergentes.

        Ou seja, tanto pela saturação do crédito no Brasil (que cresceu a níveis insuportáveis de endividamento e agora está sendo restringido), como pela situação precária internacional, e ainda pela deterioração das finanças nacionais depois de anos gastando com os ricos mais do que havia em caixa, o governo Dilma promoverá um ataque brutal aos trabalhadores.

        Devemos nos preparar para isso e organizar desde já a luta contra Dilma e seus planos neoliberais.

 

 

 

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