Publicada em 21/11/2008

A CRISE CHEGOU PRA VALER...

DEZENAS DE MILHARES DE TRABALHADORES PERDEM O EMPREGO TODOS OS DIAS...

 

            A crise financeira que iniciou nos EUA, agora, já toma conta da vida real dos trabalhadores do mundo inteiro. Os principais países da Europa, já entraram oficialmente em recessão, que deve se espalhar para o conjunto das economias mundiais. Na última semana, Itália, Alemanha e Japão tiveram sua produção reduzida. Só a Alemanha, principal economia da Europa, divulgou uma queda de 0,5% do PIB no terceiro trimestre.

 O principal e mais grave efeito imediato da crise é o desemprego. Como sempre, os governos capitalistas jogam os prejuízos das crises nas costas da classe trabalhadora, com arrocho salarial, retirada de direitos, desemprego e mais exploração. Por outro lado, são infinitas as iniciativa bilionárias por parte dos governos para salvar os grandes banqueiros e empresários.

No mundo todo, as demissões começam a tomar proporções gigantescas. Principalmente as montadoras, inclusive no Brasil, estão reduzindo a produção, decretando férias coletivas e demitindo milhares de funcionários, em função da queda do consumo mundial. Na Europa, cerca de 10 mil trabalhadores perdem o emprego diariamente, e os mais atingidos são os imigrantes, muitos deles brasileiros.

Na Espanha, por exemplo, 46% dos imigrantes estão desempregados. Na França, o governo calcula que 1,2 mil de pessoas são demitidas todos os dias. No Reino Unido, 1,8 milhões de trabalhadores perderam o emprego só em 2008. “Não estamos ainda no fundo do poço”, disse o ministro do Trabalho britânico, Tony McNulty . Estima-se que até 2010 o desemprego atingirá 3 milhões de pessoas.

A situação mundial começa a se agravar agora, do ponto de vista dos efeitos reais da crise. A tendência é que o mundo inteiro entre em uma nova situação da luta de classes, marcada por mais exploração, desemprego e miséria por um lado, e, por outro, por lutas cada vez mais generalizadas e radicalizadas do movimento de massas contra os efeitos da crise e os governos.

____Nesse sentido, a necessidade mais urgente diante da realidade atual é o fortalecimento de todas as lutas em curso da classe trabalhadora, que devem assumir um programa claro de enfrentamento com os governos burgueses, contra as demissões, em defesa da estabilidade nos empregos, pelo congelamento dos preços, reajustes salariais e a manutenção de todos os direitos já conquistados. Esse programa, absolutamente contrário aos interesses dos grandes empresários e banqueiros do mundo, sé pode ser garantido se estiver ligado à luta anticapitalista e em defesa da revolução socialista, da estatização sem indenização do sistema financeiro e das grandes empresas, sob controle dos trabalhadores.

 

 

 
 
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