As demissões chegam como uma bomba em 2009 no Brasil!
Já neste início de ano, as pesquisas mostram que o desemprego cresce com muita força no país, com previsão de aumentar ainda mais ao longo do ano.
O índice de desemprego no conjunto das seis regiões metropolitanas pesquisadas pela Fundação Seade e pelo Dieese aumentou para 13,1% em janeiro! O desemprego estava em 12,7% em dezembro e este índice demonstra a gravidade das demissões no Brasil, o que já afeta milhões de pessoas.
A quantidade de desempregados nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Distrito Federal (DF) foram estimados em 2,62 milhões de pessoas, 75 mil a mais do que em dezembro.
Apesar do aumento do desemprego seja um fluxo normal para meses de janeiro, a intensidade do crescimento surpreendeu as entidades e principalmente o governo Lula. Além das demissões no comércio, acostumado a estas oscilações sazonais, foram a construção civil e a indústria quem mais demitiram.
O nível de ocupação, ou seja, somando o emprego com carteira aos serviços informais e outros sem direitos trabalhistas, diminuiu 1,3% em janeiro ante dezembro, o que significa que o desemprego atingiu o conjunto das relações trabalhistas. E estes dados, na realidade, são ainda piores!
O total de ocupados nas seis regiões pesquisadas foi estimado em 17,336 milhões de pessoas, com a eliminação de 221 mil postos de trabalho e a saída de 145 mil pessoas do mercado de trabalho. Isso quer dizer que, na verdade, há muito mais gente desempregada e o índice real é bem maior que o divulgado. Estas 145 mil pessoas que deixaram o "mercado de trabalho", na verdade, desistiram de procurar emprego pois deixaram de ter esperança. Não estão empregados, e muito menos estão sem precisar trabalhar. Apenas cansaram de tantas portas na cara e estão vivendo de algum bico ou na pobreza extrema.
As grandes empresas, que mais lucram, também são as que mais demitem
Com todos estes dados da pesquisa, se mostra claramente que o feito causado pela crise econômica mundial chegou com força total em 2009 no Brasil, através dos grandes índices de demissões. Como exemplos disso, diversas empresas seguem demitindo em massa os trabalhadores.
A General Motors começou a dispensar na semana passada 1.633 empregados com contrato temporário de trabalho da unidade de São Caetano do Sul (SP) e colocou em licença remunerada 900 trabalhadores por 30 dias. Os dispensados já estavam em licença desde janeiro, quando a empresa afirmou que iria avaliar a necessidade de mantê-los. Segundo a montadora, todos trabalham no terceiro turno da fábrica, desativado no mês passado em decorrência da retração do mercado, atingido pela crise financeira mundial.
Em janeiro, diversos trabalhadores temporários da unidade de São José dos Campos já haviam sido dispensados. Eles também atuavam em turno extra e os contratos que venceriam no meio do ano foram encerrados antecipadamente.
A licença remunerada atingiu 300 trabalhadores da unidade de São Caetano do Sul e 600 em São José dos Campos, todos da área da produção. O retorno está previsto para 13 de março. Com possibilidades de ainda mais demissões. No total, a GM tem 22 mil trabalhadores.
Além da GM, a Volksvagen anunciou a demissão de 16.500 trabalhadores no mundo, sendo 100% dos temporários. No Brasil, serão milhares de novos desempregados, com certeza. Além das montadoras, empresas exportadoras como Vale e Embrarer estão demitindo em massa, numa verdadeira calamidade social em alguns locais.
As dispensas acontecem depois que a indústria divulgou alta de produção em janeiro, pela primeira vez em cinco meses, resultado da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre a venda de veículos concedida pelo governo Lula para salvar seus amigos empresários. Esse fato deixa claro que não importa o quanto lucrem ou se recuperem, as grandes empresas vão tentar jogar os custos da crise sobre seus funcionários. Não há parceria ou interesses comuns entre patrões e empregados nesta crise. Para manter o emprego, é preciso combater e arrancar direitos dos patrões.
Este boom de demissões que chegou com força no país tende a crescer ainda mais, pois os grandes empresários e banqueiros para poderem manter seus lucros e não falirem colocam os efeitos de destruição da crise sobre as costas dos trabalhadores através de demissões, e dos acordos de flexibilização de direitos trabalhistas com as centrais sindicais traidoras CUT e Força Sindical.
Para reverter esta situação de , para a classe trabalhadora, este mais do que nunca é o momento em que se deve passar por cima dessas centrais sindicais oportunistas e governistas, e ir com toda a força para a luta, derrotar os patrões, governo e todo o sistema capitalista.
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