Chuva, tempestades e enchentes.
De tempos em tempos, novos desastres ambientais acontecem. Perde-se a conta de quantas famílias tiveram suas casas inundadas, perderam seus bens, e muitas vezes tiveram integrantes mortos, fruto de fortes chuvas que deixam estragos gigantescos. Agora, ocorreram alagamentos em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, causando mortes e deixando muita gente desabrigada.
No interior de São Paulo, cerca de 20% da população ficou desabrigada e cerca de dez pessoas morreram. Além disso, há alagamentos nas principais vias de grandes cidades, e no acesso da capital a outras regiões. Parte do asfalto da Rodovia Presidente Dutra cedeu, e ainda não há previsão para a liberação da pista. Na capital, existem alagamentos e impossibilidade de tráfico na Marginal Pinheiros, que liga a capital à Zona Oeste.
No Rio de Janeiro, os moradores de Duque de Caxias entraram o ano também sofrendo com fortes chuvas. Bastaram quarenta minutos de precipitação para provocar uma tragédia, com casas destruídas, moradores desabrigados, soterramentos, etc. Segundo a Defesa Civil de Caxias, o número de desabrigados chegava a 798, e o de desalojados era quase o dobro. Além disso, um desmoronamento de terra em Angra dos Reis causou morte de dezenas de pessoas. Mais de vinte corpos já foram encontrados, e é possível que passem de 40 mortos.
Em Minas Gerais, o ano começou com 8.230 pessoas desalojadas e 1.031 desabrigadas. Trinta e sete municípios decretaram situação de emergência, e quase quatro mil casas foram danificadas neste mesmo período, totalizando 3.980, além de 151 casas destruídas. Além disso, 11 mortes relacionadas com as chuvas foram registradas durante a temporada.
Mais uma vez é necessária a solidariedade com os trabalhadores desabrigados
Nós do Movimento Revolucionário defendemos que se faça uma campanha entres as organizações de trabalhadores, associações comunitárias, sindicatos, entidades estudantis para arrecadar alimentos, roupas, abrigar as pessoas que estão desalojadas. Essa campanha deve ser garantida e organizada pelos próprios trabalhadores, para garantir que todo o arrecadado chegue às mãos de quem sofre com as enchentes. Recentemente, algumas destas campanhas, em geral organizadas por vereadores, prefeitos, etc., tiveram os materiais arrecadados simplesmente roubados. Isso é uma vergonha, pois além de passarem o ano inteiro roubando através de negociatas e todo tipo de corrupção, tiram proveito próprio do desespero de milhares de famílias.
O Estado burguês é incapaz de recuperar os estragos da natureza
A cada novo fato como estes fica claro que o Estado burguês não garante a mínima estrutura para recuperar os estragos causados pela natureza. É sim culpa do capitalismo o aumento do número de desastres ambientais, pois as grandes empresas, usinas, etc., são as principais responsáveis por causar o desequilíbrio ecológico, com a emissão massiva de poluentes na natureza. E, depois disso, ainda não garante sequer o mínimo, que é fazer com que quem sofre com desastres deste tipo tenha algum amparo.
O governo Lula, que diz ter uma grande preocupação com o meio ambiente, que foi à Conferência Climática de Copenhagen fazer discursos efusivos, mas é o pior de todos, pois não garante nem mesmo verbas às Defesas Civis, na hora dos desastres; e muito menos moradia e condições de vida prévios, para que se evitem estas calamidades. Na hora de salvar bancos, são milhões de reais doados... Agora, para ajudar famílias inteiras desalojadas, isso parece algo extremamente difícil.
Só a solidariedade entre os trabalhadores é capaz de amenizar os problemas. E, para cortar o mal pela raiz e ter a certeza de que se terá alguma ajuda diante de novas catástrofes, é necessário colocar o Estado voltado para as necessidades da classe trabalhadora, devendo ser controlado por ela.
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