Mobilização contra a “enturmação” de Yeda movimenta Santa Cruz do Sul
Após a declaração da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), de que pretendia “enturmar” alunos de diversas séries, muitas mobilizações estudantis explodiram pelo Estado. Como se não bastasse a cara de pau da governadora e da secretária de educação em afirmar que a “enturmação” melhoraria a prática pedagógica, liberam-se milhões de reais para as multinacionais aqui instaladas e choram com a tal da crise financeira gaúcha. O dinheiro para a educação existe, só que acaba indo para os cofres dos empresários antes de chegar as salas de aula. Depois enchem os jornais, rádios e televisões de notícias e imagens dos políticos chorando que não existe dinheiro.
Em Santa Cruz do Sul os estudantes não tardaram em responder: mobilizaram-se para lutar cerca de 500 alunos de diferentes escolas. Estudantes da escola Ernesto Alves chegaram a paralisar as aulas por um dia e organizar uma greve. A UESC e a Conlute trataram de unificar as lutas dos diferentes colégios para o dia 7 de agosto, dia do estudante.
Os manifestantes saíram da praça da prefeitura, onde vaiaram o prefeito do PSDB, protestaram contra um possível aumento nas tarifas de ônibus e se dirigiram a 6ªCRE para mostrarem seu descontentamento com os rumos da educação do Estado e do país.
Tem dinheiro pra corrupção, enquanto falta para a educação:
A governadora Yeda não foi a única a ser lembrada pelos estudantes mobilizados. O presidente Lula não ficou impune, como não poderia deixar de ser. Tratou-se de apontar para a idêntica “maneira de governar” de Lula e Yeda, isto é, a maneira neoliberal que se sustenta nos capitalistas nacionais e estaduais.
Durante o ato foram lembrados os escândalos de corrupção protagonizados pelo senador Renan Calheiros e acobertados por Lula. Se denunciou não só o Senado, mas o Congresso e o Estado como um todo. A Construção do Movimento Revolucionário, que participou ativamente destas mobilizações, foi linha de frente na denúncia dos cortes de verbas da educação que vão para os bolsos dos banqueiros, bem como do governo Lula que sustenta e governa para esses mesmos empresários.
Nossa organização também salientou que as eleições não mudam a vida dos estudantes e trabalhadores, e que o jeito “novo de governar” de Yeda já é bem conhecido de todos nós. Os partidos da burguesia e os reformistas – como o PT –, já mostraram de que lado estão e que não pouparão esforços para desmontar a educação e lançar mais trabalhadores na miséria.
Seguir mobilizando para derrotar Lula e Yeda:
As mobilizações do movimento estudantil de Santa Cruz do Sul mostram apenas o primeiro passo para se assegurar uma educação pública, gratuita, de qualidade e com a prática pedagógica correta (com um número mínimo de alunos por turma e a contratação de mais professores). Neste momento deve-se procurar unificar as lutas das diferentes cidades do Estado e apontar para um fim comum: derrotar o governo de Yeda. Somente seguindo com as greves estudantis e paralisações, somado a luta dos trabalhadores – como os professores do CPERS sindicato – conseguiremos preservar a educação e melhora-la. As eleições e os partidos que apostam nela já mostraram sua verdadeira face, é hora de arregaçar as mangas para lutar.