Lula e seus amigos frustrados: o filme é um fracasso
Como se já não bastasse o PAC e as muitas solenidades feitas para marcar o início de obras, que em sua maioria não saíram do papel, na tentativa de alavancar a candidatura da nada popular ministra Dilma Roussef, que será a candidata apoiada por Lula e pelo PT nas eleições desse ano! Agora, para tentar dar continuidade a seu governo, amigo dos banqueiros e grandes empresários, Lula e a burguesia apostaram em um filme com caráter eleitoreiro, contando a história da vida do presidente com uma visão bem parcial e fictícia, para dizer o mínimo.
Apesar de toda a campanha que foi feita durante os meses que antecederam sua estreia, o filme de Lula está sendo considerado um fracasso. Nas bilheterias de todo o país o número de espectadores está muito aquém das expectativas. Fez-se grande alarde para atrair o público, incluindo merchandising em novelas da Globo.
O filme que estreou em primeiro de janeiro, levou ao cinema apenas 193 mil espectadores, apesar da distribuição farta e geral das cópias, exibidas em grande quantidade de salas. Muitos filmes nacionais entraram também nessa mesma época e atingiram mais do que o dobro da quantidade de pessoas que assistiram ao filme de Lula. “Se Eu Fosse Você 2”, teve um público inicial de 570 mil espectadores. E nas semanas seguintes foi recorde de bilheteria, somando 6 milhões de espectadores.
Mas não é somente esse filme que foi mais bem sucedido do que o filme do mentor do mensalão. “Carandiru” levou às salas de cinema 470 mil pessoas no primeiro fim de semana e “Dois Filhos de Francisco” 315 mil. Mesmo contando com o maior orçamento da história do cinema nacional e grande elenco, em que constam, inclusive, muitos atores da Rede Globo, Lula não parece ser o "cara" da telona.
O filme foi financiado por grandes empresários, para quem Lula governou durante todo esse tempo, e que agora patrocinam esse filme “autopromocional”. Foi colocado um caminhão de dinheiro nessa produção para tentar manter o PT e seus “atores” no governo. Mesmo o governo Lula tendo terminado o ano com mais de 80% de aprovação, este apoio popular não é mais entusiasmado como foi em 2002, e se dá muito mais por rejeição à direita que por "amores" ao PT ou Lula.
Com esse filme, os marqueteiros tentam criar uma espécie de deus, para tentar resgatar uma imagem de Lula que já estava esquecida: a de uma pessoa que teve uma vida dura com a de todos os trabalhadores. Hoje, a primeira imagem que vem à mente é outra: a de um presidente que governa para a burguesia e de seus aliados corruptos, talvez nos trazendo à memória alguma de suas fotos abraçando Sarney.
Ao que parece, agora, Lula torce para que o filme saia logo de cartaz, e espera receber novamente a ajuda de seus aliados atuais. Lula deve estar ansioso para ver seu filme na Tela Quente! Quem sabe a família Marinho não faz um acordo com o “Filho do Brasil” para que passem seu filme antes de outubro, às vésperas das eleições.
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