65,6 milhões de trabalhadores ameaçados com a fome. Lucro para banqueiros e fome para o a população
Lula, quando iniciou seu governo, declarou que sua prioridade seria a erradicação da fome no Brasil. Em um de seus primeiros discursos disse que “Se, ao final do meu mandato, cada brasileiro puder se alimentar três vezes ao dia, terei realizado a missão de minha vida”.
Chegamos ao final de 8 anos de governo Lula e, como se percebe em cada cidade, o presidente eleito por duas vezes não realizou a “missão de sua vida”. Entretanto, facilitou a realização da “missão de vida” de milhares de banqueiros, empreiteiros e empresários. Para os trabalhadores, a realidade de pobreza, miséria e fome não mudou.
Pesquisa de instituto do governo demonstra que nada mudou em 8 anos de governo Lula.
Mais uma pesquisa do IBGE demonstra o que mudou nestes anos de governo petista em relação à alimentação dos brasileiros. A PNAD (Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar) de 2009, em pesquisa suplementar, denuncia que 65,6 milhões de trabalhadores apresentaram alguma restrição alimentar, e 30,02% dos domicílios brasileiros tiveram alguma preocupação com a possibilidade da falta de alimentos.
Os parâmetros da pesquisa são determinados pela Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA), considerando os três últimos meses como referência.
É considerado um domicílio em segurança alimentar aquele que apresenta condições de garantir alimentação em quantidade e qualidade adequadas e não há qualquer preocupação com a possibilidade de falta de comida. Insegurança alimentar leve é a preocupação em conseguir manter a mesma quantidade e qualidade de alimentos no futuro. A moderada se dá quando o trabalhador já viveu alguma restrição de quantidade de alimentos. E a grave ocorre quando os adultos e crianças já passam por privações alimentares caracterizadas como fome.
A pesquisa aponta dados que são bastante óbvios, demonstrando o descaso histórico de todos os governos com as regiões mais pobres do país e com setores discriminados da sociedade.
As regiões norte e nordeste possuem 40,3% e 46,1%, respectivamente, dos domicílios que apresentam algum risco de insegurança alimentar. Chega ao cúmulo a existência de Estados onde a maioria da população está submetida a uma realidade de não saber o que terá para comer no dia seguinte. O Maranhão, campeão brasileiro em insegurança alimentar, possui 64,6% da sua população em condição de restrições. Enquanto isso, Estados do sul e sudeste são os que apresentam os maiores índices de domicílios em segurança alimentar.
Os índices apontam ainda que quanto maior a família do trabalhador, maior a chance de apresentar índices de insegurança alimentar, e isso relacionado aos baixos salários. 55% dos domicílios com insegurança moderada ou grave recebem meio salário mínimo per capita. Nos domicílios com até 3 moradores, 9,7% apresentavam insegurança alimentar leve ou grave; e nos que contam com 7 ou mais pessoas, esse número salta para 30,08%.
O governo machista e racista:
mais fome entre mulheres e negros.
A realidade da fome é mais um indicativo do machismo ao qual a mulher é submetida, recebendo os piores salários e cada vez mais sendo chefe de família. 10,2% dos domicílios cuja pessoa de referência era do sexo masculino apresentam um quadro de insegurança alimentar grave ou moderada, número que sobe para 14,2% quando “o chefe” é feminino.
O racismo também é elemento de influência na questão alimentar. Os negros ficam com os piores postos de trabalho, e por conseqüência, recebem menos por seus serviços. De um total de 13,3 milhões de pretos e de 84,7 milhões de pardos, 19,2% e 18,3% estavam em situação de insegurança alimentar moderada ou grave. Entre os brancos (92,4 milhões), esta proporção foi 7,5%.
Mais 4 anos de continuação das políticas de fome e miséria de Lula e Dilma
O Fome Zero, lançado por Lula em seu primeiro mandato e logo abandonado, não melhorou a vida de ninguém. Já os “bolsas” de fato diminuíram o número da população sofrendo de insegurança alimentar grave porém, cada vez mais os trabalhadores vêem seus salários sendo achatados e seu poder aquisitivo diminuído, aproximando-se da chance de caírem nos índices da insegurança alimentar. Em contrapartida, os bancos seguem batendo recordes de lucros.
Agora, garantidos mais 4 anos de gestão petista, os ricos continuarão enchendo seus bolsos, enquanto que os salários dos trabalhadores sofrerão ainda mais arrocho e a miséria só tende a aumentar.
VOLTAR |