Publicada em 14/01/2008

 

É preciso fortalecer a CONLUTAS reafirmando
a luta contra o governo Lula e o capitalismo!

A Conlutas nasceu para desempenhar a função de reorganizadora da classe trabalhadora em seus mais diversos âmbitos, aglutinando tanto setores organizados, como o movimento sindical; também setores que hoje precisam avançar em sua organização, como o movimento popular. Mas o fundamental no surgimento da Conlutas é ser uma alternativa da classe diante da falência da CUT, que hoje está totalmente atrelada ao Estado Burguês, dirigido por Lula. A central única dos trabalhadores que já desempenhou um papel fundamental na história da classe trabalhadora do Brasil, hoje sustenta  o regime e ajuda a aplicar medidas que retiram direitos dos trabalhadores. Uma das expressões mais visíveis do atual sindicalismo proposto pela CUT e pela Força Sindical é a direção dos Ministérios que hoje aplicam os mais severos ataques de Lula contra os trabalhadores. O Mistério do Trabalho é dirigido por Carlos Lupi, acusado diversas vezes de usar a pasta para favorecer a Força Sindical e  no  Ministério da Previdência esta o Luis Marinho ex-presidente da CUT.

Neste ano que acaba de começar já tivemos uma demonstração do que está por vir. Nem se passou a primeira semana de 2008 e o governo Lula e sua equipe de ministros já anunciou medidas para cobrir o rombo que o fim da CPMF deixou em seu caixa: Sobre taxar os empréstimos e financiamentos dos trabalhadores, aumentando mais ainda o custo de vida da população. E os trabalhadores sabem que a vida dos empresários e banqueiros não é tão atingida por essas medidas quanto a sua. E com algumas derrotas parciais que a oposição domesticada de direita esta impondo, faz com que a dinâmica da aplicação dos projetos de Lula mude: acreditava que poderia ir empurrando com a barriga suas reformas neoliberais e que poderia fazê-las com mais cautela, agora se vê obrigado a implementá-las com maior afinco e rapidez.

Mais do que nunca a CONLUTAS precisa ser reafirmada!

Em 2008, ano que irá acontecer o segundo CONAT, onde se prepara um congresso com a participação de 5 mil trabalhadores discutindo os ataques que o governo irá aplicar e uma forma de impor derrotas ao governo, a CONLUTAS não deve de forma alguma, retroceder naquilo que já foi conquistado e deve avançar em muitos outros aspectos: como aplicar de vez a reorganização da classe trabalhadora em seus locais de trabalho, justamente onde mais precisa-se e onde menos se tem este tipo de atuação. E o fundamental não rebaixar seu programa diante se setores oportunistas do movimento de massas. A luta de cada ativista que compõe a CONLUTAS deve ser a de avançar a consciência da classe trabalhadora na derrota do governo Lula para a construção de uma nova sociedade mais justa, sem exploração. E por isso que a alternativa que construímos cotidianamente deve avançar nestas discussões.

Dentro do movimento sindical observamos movimentos de construção de novas centrais sindicais das mais diversas procedências, ainda mais com os novos projetos de Lei das centrais sindicais propostos pelo governo, que irão atrelar ao Estado, ainda mais, os sindicatos e as centrais.  E desse  movimento que surge a CTB, central dos trabalhadores brasileiros construída pelo PCdoB, que rompe com a CUT justamente para abocanhar sua parte do dinheiro arrecadado dos  salários dos trabalhadores com o imposto sindical. E que não propõe nenhuma alternativa de luta ou ao menos crítica ao governo.

Neste ano a CONLUTAS irá enfrentar novos obstáculos, mais severos, e a classe trabalhadora deve estar preparada para estas lutas que virão. Cada ativista que compõe a CONLUTAS deve estar a serviço de preparar a luta contra o governo e suas reformas que atingem a classe.

 

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