Publicada em 10/12/2008

Dono da empresa de aviação Gol está envolvido em assassinatos e crime de pistolagem

O empresário Nenê Constantino, dono da Companhia Aérea Gol e da Viação Planeta, foi indiciado pela Polícia Civil do Distrito Federal.

            Ele está respondendo por dois crimes, os dois ligados a assassinatos. O primeiro ocorreu em fevereiro de 2001. Ele mandou matar o ex-caminhoneiro Tarcísio Gomes de Freitas, devido a uma disputa por um terreno. Oito meses depois, a vítima foi o líder comunitário Márcio Leonardo de Sousa Brito, também devido a uma disputa territorial.

            Esses crimes de pistolagem, onde grandes fazendeiros e empresários ameaçam e encurralam trabalhadores pobres, são muito comuns em Estados do Nordeste e do Norte do Brasil, mas, no caso de Nenê, foi em Taguatinga Norte, no Distrito Federal. Ou seja, em pleno centro do país, ao lado de sua capital, onde residem os políticos responsáveis pelas leis que regulamentam tudo.

            Um desses políticos, inclusive, contribuiu diretamente com o crime. O atual vereador de Amaralina (GO), Vanderlei Batista Silva, teria intermediado a contratação dos executores do assassinato.

            A certeza da impunidade de Nenê é impressionante! Sendo rico, dono de empresas grandes, e contando com a participação direta e indireta de políticos corruptos, ele se dá o direito de amedrontar e executar quem interfira nos seus interesses.

            Esse tipo de crime não é raro. Freqüentemente sabemos de casos onde a disputa pela terra termina assim: com o assassinato de pequenos produtores, índios e sem-terras por grandes latifundiários. E a continuação do caso também já é conhecida: nenhuma punição para os assassinos. Basta lembrar casos como o da missionária norte-america Dorothy Stang.

            Além disso, é interessante ver como esses grandes empresários e donos de terra conquistam o seu patrimônio: não é com muito trabalho, como a grande mídia gosta de contar, e sim à custa da perseguição e assassinato de pessoas pobres, trabalhadores e desempregados.

            Defendemos a imediata prisão dos envolvidos, que cometeram um crime diretamente contra a classe trabalhadora, ao ameaçarem, coagirem e executarem trabalhadores que se recusaram a sair da terra onde estavam.

            Mas sabemos de qual lado está a Justiça. Ela é a grande responsável pela certeza de impunidade de ricos corruptos e criminosos. A união de nossa classe e a sua organização para a luta é a única coisa com a qual podemos contar para a nossa defesa.

 

 

 

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