TODA FORÇA À GREVE DA CAIXA!
Acordo entre banqueiros, Lula e sindicalistas da CUT/PT
Na última 2ª-feira, 01/10, na mesa da FENABAN, os banqueiros privados e o governo Lula, através dos bancos públicos, ofereceram 6% de reajuste aos bancários. Diante da proposta anterior, de 5,2%, os sindicatos de bancários e a Contraf/CUT, através de seu “comando nacional” saíram denunciando este reajuste, e ameaçando com greve por tempo indeterminado em todos os bancos a partir desta 4ª-feira, 03/10. Portanto, parecia óbvio que não seriam míseros 0,8% que convenceriam alguém a aceitar esta provocação.
Mas o que pareceria lógico, na verdade é o pensamento do bancário de base, aquele que é explorado com a sobrecarga de serviço, com a insegurança, um salário cada vez menor... Esta realidade, que produz a mentalidade de querer lutar e mudar a sua situação não é a mesma quando olhamos os sindicalistas de bancários. Por trás de suas posições estão seus interesses de defender Lula e o PT, preservando o governo e suas medidas de arrocho contra nossos direitos e dos demais trabalhadores, como propõe a nova Reforma da Previdência, a Lei de Greve e o congelamento de salários previsto no PAC.
O próprio reajuste de 10,3% pedidos pela Contraf/CUT são uma maneira amiga de fazer sindicalismo. Diante do aumento dos lucros de mais de 30% de muitos bancos, aqueles que deviam representar os trabalhadores, já “concedem” a maior fatia do bolo ao governo e banqueiros.
LUCROS ÀS CUSTAS DE NOSSA VIDA
Os banqueiros tiveram lucros fabulosos em quase todos os últimos anos. Este lucro não apenas não foi repartido com os bancários, como os bancários perderam muita coisa. As perdas de toda a categoria são de pelo menos 29,7%, e no BB e CEF são em torno de 100%. Isso, e os 6% deste ano, mais que provocação, são uma exploração profunda e violenta.
De qualquer forma, é possível arrancar muito mais do que 6% e garantir isonomia de direitos para os novos funcionários, incorporação da 13ª cesta de modo definitivo, e aumento real!
Só que este aumento real, que é possível, não virá com 6% nem 10%, porque estes índices não chegam perto nem de começar a repor as perdas passadas. Aumento real vem com a priorização, também, de um piso para os bancários, de acordo com o salário do Dieese, hoje em R$ 1628,24. Este item não é uma miragem inalcançável. Ele até consta da pauta de reivindicação. Mas não é levado a sério nas negociações nem é colocado com a importância que devia.
SOMOS TODOS BANCÁRIOS DA CEF
Toda pauta da CEF só tem condições de ir adiante se conseguir derrotar o governo Lula e os banqueiros. Há uma luta política fundamental combinada com a luta econômica pelo reajuste dos bancários. A vitória dos trabalhadores da CEF, agora os únicos que saem à greve, é decisiva para apontar o caminho das lutas aos demais bancários e trabalhadores do Brasil.
Todos os trabalhadores, estudantes e ativistas em geral devem cercar a greve da CEF de solidariedade e fortalecer os piquetes de greve, construindo mobilizações comuns em defesa da pauta da CEF, mas também pela derrota da Lei de Greve, Reforma da Previdência e PAC.
Esta deve ser a pauta de reivindicação, e não podemos deixar de lutar até que conquistemos tudo que nossa força permitir. Podemos não levar tudo, mas devemos lutar por tudo. Só assim vamos conquistar melhorias e valorização de nosso trabalho.