Publicada em 14/11/2008

Trabalhadores em educação do Rio Grande do Sul declaram greve por tempo indeterminado

Categoria luta para derrotar Yeda

Na assembléia geral realizada nesta sexta feira (14/11) os trabalhadores em educação da rede estadual de ensino do estado do Rio Grande do Sul entraram em greve por tempo indeterminado.  O estopim para a deflagração da greve foi a soma de diversos fatores: a negativa do Governo Estadual de Yeda Crusius em pagar o piso nacional dos trabalhadores em educação de R$950,00; sua postura de ataque ao plano de carreira dos trabalhadores em educação; a enturmação; seriação; fechamento de escolas; início da privatização e municipalização da educação; redução de verbas para escolas e seu jeito de governar a base de repressão e violência contra os trabalhadores, além de todos os escândalos de corrupção que envolvem a governadora.

Abaixo o piso regional!

Os Trabalhadores exigem a retirada imediata do Projeto do Piso Regional da Assembléia Legislativa. Além de todos os ataques, Yeda, não satisfeita, enviou à Assembléia Legislativa mais um duro golpe, agora contra o Plano de Carreira. O Projeto de Piso Regional propõe R$ 950,00 não como o salário básico, pois não considera todas as vantagens previstas no plano de carreira. Além do mais é uma proposta rebaixada do Piso Nacional, que também está aquém das reivindicações dos trabalhadores.

Ao mesmo tempo em que negou o piso salarial para a categoria alegando falta de dinheiro para pagar os professores, a governadora do RS se auto concedeu um aumento salarial de 143%, bem como deu aumente de mais 60% para seus secretários e para o vice governador. Um verdadeiro deboche com os servidores públicos. É por isso, entre outras coisas, que Yeda tem um dos maiores índices de rejeição da história.

A postura de Yeda é exatamente igual à de Lula nacionalmente, enquanto Lula oferece para os bancos mais de R$ 100 bilhões e para os empresários brasileiros mais de 15 bilhões do BNDES, das áreas sociais, como a educação, o governo somente no orçamento de 2009 já prevê um corte de verbas que extrapola os bilhões de reais.

Por isso é preciso deixar claro que a responsabilidade da greve é do governo Yeda e do governo Lula, que atacam a educação e os trabalhadores em educação com cortes de verbas, salários arrochados e péssimas condições de trabalho. A negativa de Yeda em pagar o piso é uma parte de toda esta política dos governos Federal e Estadual de sucateamento da educação pública e desvalorização do funcionalismo público. Como contra proposta o governo Yeda propôs que o salário dos professores fosse de no máximo de R$ 950,00, já incluídos os benefícios, já pela lei do Piso nacional o salário partiria de R$ 950,00 sendo somados a esta valor todos os benefícios da categoria o que garantiria um salário muito maior.

O Movimento Revolucionário defendeu a greve desde as assembléias de núcleo, já a direção do sindicato...

Os trabalhadores em educação do Rio Grande do Sul estiveram presentes em todas as lutas, e mesmo quando foi reprimida pela Brigada Militar com toda sorte de violência a categoria não vacilou.  Mostra a cada mobilização que está disposta a lutar. Mesmo assim o Movimento Revolucionário foi a única organização que defendeu a construção da greve desde a base, antes da assembléia. Infelizmente a direção do CPERS (Sindicato dos Professores da rede estadual do RS) não teve a mesma postura, e não apostou na categoria.

Muito antes do projeto do piso estadual ser encaminhado à Assembléia Legislativa, a greve já deveria estar sendo construída, visto que já estava marcado para janeiro o prazo para Yeda sepultar o plano de carreira dos trabalhadores. Porém, a direção do sindicato (DS da CUT; AS, DL – PSTU - e CEDES da CONLUTAS; MES e MUS da INTERSINDICAL) afirmou o tempo inteiro, em todas as assembléias de núcleos e reuniões de representantes de núcleo que “a categoria não está mobilizada”, “que não tem disposição de luta” e “que está com medo”.  Esta postura não ajudou em nada a categoria e sua luta, e ainda demonstrou uma falta de confiança desta direção na categoria e sua força de mobilização. Não pode ser aceito pelos trabalhadores em educação que a direção do sindicato jogue a culpa da falta de lutas nas costas da categoria. Já faz tempo que a categoria está disposta a lutar contra Yeda. A assembléia do dia 14, com cerca de 10 mil trabalhadores, provou isso.

Mesmo com toda esta postura da direção do sindicato a categoria fez valer sua força e disposição de luta e obrigou a sua direção a defender a paralisação, mesmo contra sua vontade. Este foi mais um exemplo de uma categoria que passa por cima das direções. Em vários núcleos, se votou pela greve, sem que direção do CPERS tivesse sugerido isso como pauta. Dessa forma, a base da categoria derrotou o projeto inicial da direção do sindicato, que defendia greve para março.

 A greve é uma necessidade para que se derrote o governo Yeda e se conquiste o piso e as demais reivindicações da categoria. Os trabalhadores em educação do Rio Grande do Sul têm todo o apóio do Movimento Revolucionário, e devem seguir firmes em sua luta, pois este é o único caminho para que se derrote Yeda, Lula e seus ataques aos trabalhadores e à educação.

    • TODO APOIO A GREVE DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO!
    • DERROTAR YEDA E LULA. EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA!
    • EM DEFESA DO PLANO DE CARREIRA E DO PISO NACIONAL!
    • ATÉ A VITÓRIA! SÓ A LUTA MUDA A VIDA!

     

 
 
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