Gripe suína, se alastra pelo Brasil: rebatizada como influenza A (H1N1), a pandemia agora mata no Brasil
A gripe que estava assombrando grande parte do mundo agora vem tirando o sono também da população brasileira. Já são mais de 694 casos da gripe no país localizados em: São Paulo - 312 casos; Rio Grande do Sul - 106, Minas Gerais - 70, Rio de Janeiro - 67, Santa Catarina - 49, Distrito Federal - 27, Paraná - 21; e mais 5 estados com casos confirmados.
A bomba é que aconteceu a 1a morte no país. No Rio Grande do Sul, o caminhoneiro Vanderlei Vial, de 29 anos, foi a primeira vitima fatal, 13 dias depois de apresentar os primeiros sintomas da gripe contraída em uma viagem à Argentina, que está em estado de emergência pelo contágio da doença.
O primeiro caso de morte pela gripe influenza A atingiu um trabalhador que dependeu do sistema público de saúde, que é bastante precário e não tem capacitação para tratar de doenças não comuns à rotina do sistema hospitalar.
O descontrole da doença já é tão grande no país que, em São Paulo, onde está concentrado o maior número de casos, escolas foram fechadas, alunos suspeitos de estarem com a gripe estão de quarentena em casa, e serviços coletivos podem ser ameaçados. No Rio Grande do Sul, nas cidades de São Gabriel, com mais de um doente a cada 2 mil habitantes, e em Erechim (uma morte), foi decretado estado de emergência, também com escolas fechadas, hospitais interditados, e a população andando de máscara com medo de pegar a doença.
O governo não tem o menor controle da situação. E enquanto pessoas de classe média ou ricas, que se encontram no mesmo caso de Vanderlei, o caminhoneiro que morreu, dispõem de recursos para hospitais caros, os mais pobres sofrem com os efeitos das doenças e epidemias da maneira mais cruel.
É por isso que, mesmo da gripe comum, morrem 500 mil pessoas por ano! Este é o risco dessa gripe nova, ainda sem anticorpos na população: o de chegar aos mais pobres e causar uma mortandade gigantesca.
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