Aumento do IOF:
Lula aperta o cinto dos trabalhadores para afrouxar o dos empresários.
Na última quinta feira, dia 2 de janeiro, Lula anunciou o seu presente de ano novo para os trabalhadores: O já conhecido aumento de impostos e o corte de verbas dos serviços públicos. As mediadas são apresentadas como a “solução” para recuperar os R$ 40 bilhões que iriam ser arrecadados com a CPMF que acabou em 1 de janeiro de 2008.
O plano do governo é cortar R$ 20 bilhões das áreas sociais, como saúde, educação, segurança e etc. e arrecadar mais R$ 10 bilhões com o aumento do IOF.
O aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) anunciado pelo governo vai encarecer os financiamentos, e custar mais caro para os trabalhadores do que se a CPMF tivesse sido mantida. Pois o valor do aumento do IOF vai superar o benefício obtido pelos trabalhadores com o fim da CPMF.
Com o aumento do imposto passa de 1,5% para 3,0% anuais. Criando ainda uma alíquota de 0,38% que será aplicada no ato da operação de crédito.
Vamos dar alguns exemplos para ilustrar como ficam os financiamentos com o novo valor do IOF:
Na compra de Carro de R$ 25 mil, em 60 meses, o novo valor do IOF significa uma alta de 3,52% no valor pago pelo consumidor. Aplicando uma taxa de juros de 2% ao mês, o valor da parcela sobe de R$ 740,25 (total de R$ 44.415,00) para R$ 766,28 (total de R$ 45.976,80).
O aumento no financiamento total será de R$ 1.561,80, enquanto o benefício com o fim da CPMF será de apenas R$ 168,60.
Na compra de um eletrodoméstico de R$ 1.500 (à vista), em um prazo de 24 meses, a uma taxa de juros de 6% ao mês, haverá um aumento de R$ 45,94 no valor final do produto, o que supera o ganho de R$ 11,04 que houve com o fim da CPMF.
Abaixo uma tabela com as operações que são afetadas pelo IOF:
Continuam isentos |
Têm aumento de alíquota |
Que não pagavam e passam a pagar o IOF |
Crédito habitacional |
Crédito pessoal |
Crédito do Finame |
Operação de leasing |
Financiamento de veículos |
Resgate de seguro |
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Financiamentos no cartão |
Resgate de capitalização |
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Cheque especial |
Crédito rural |
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Empréstimos no exterior |
Operações de câmbio |
É preciso lutar para derrotar Lula, o congresso e seus planos neoliberais de arrocho e aumento de impostos sobre os trabalhadores.
Como sempre acontece, o governo Lula e os empresários querem fazer os trabalhadores pagarem a conta. Depois de simular uma disputa pela redução dos impostos, com o fim da CPMF, PT e PSDB se unem impor um aumento de impostos que vai custar mais caro para o bolso do trabalhador do que se a CPMF ainda existisse. E ainda anunciam que vão cortar mais de R$ 20 bilhões da saúde, educação e demais áreas sociais.
A Burguesia abriu mão da CPMF, porque o que importa de verdade para ela é que Lula aplique os ataques mais rentáveis aos bolsos dos banqueiros, patrões e do Imperialismo. Tanto Lula e PT, quanto PSDB, PMDB DEM precisam aplicar as Reformas que retirem direitos dos trabalhadores, arrochem os salários e aumentem o custo de vida. Disso nem Lula nem a oposição burguesa abrem mão, e pretendem fazer atacando ainda mais a classe trabalhadora, através das reformas da previdência, sindical, trabalhista.
As novas medidas de Lula expressam a real necessidade intenção do governo e da Burguesia: Pretendem atacar ainda mais com os trabalhadores.
A força dos trabalhadores e de sua luta, sua vitória ou derrota é o que vai dizer se vamos ter que trabalhar 40 anos para se aposentar, se vamos seguir tendo o 13º salário ou não, se vai seguir existindo o direito a greve, dentre diversos outros ataques que virão com as reformas encomendadas pelo Imperialismo e que Lula tem a tarefa de aplicar.
Por isso os trabalhadores precisam lutar, construir grandes protestos, contra o aumento do custo de vida, os cortes de verbas, e contra as reformas de Lula, mas sem esquecerem da necessidade de derrotar Lula, que é igual a todos os outros governos dentro do capitalismo, igual na corrupção, nos ataques aos trabalhadores, estando a serviço dos patrões e banqueiros. Assim como o congresso corrupto.
Não vai ser através das eleições (muito menos dos partidos de eleição), nem através desse congresso que as coisas vão mudar. Vai ser nas ruas, através da luta e mobilização contra o governo Lula, os empresários, seus ataques e, principalmente, contra o capitalismo. É preciso uma Revolução Socialista, que construa uma nova sociedade, onde os trabalhadores tenham o poder, e para isso é precisa a construção de um grande Movimento Revolucionário como direção desse processo.
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