Rapazes estupram menina de 15 anos e divulgam vídeo do crime na internet
Em Joaçaba (SC), aconteceu mais um caso de violência sexual contra mulheres. Uma adolescente de quinze anos foi estuprada, e o crime ganhou repercussão nacional, pois foi gravado pelos agressores e veiculado na internet.
Em uma festa com pouco menos de quinze pessoas, a menina, que havia bebido demais, foi ao banheiro. Ao entrar, foi empurrada por um rapaz, bateu com a cabeça e ficou inconsciente. O que acontece a partir daí foi gravado: dois garotos tiram a roupa dela e a estupram dentro do banheiro, desacordada.
Os agressores são dois universitários de dezoito anos, de uma universidade particular de Santa Catarina, e outro de dezesseis anos, estudante de um colégio particular.
Depois do ocorrido, a menina ainda recebeu telefonemas dos estupradores, dizendo que ela não denunciasse o ocorrido, pois poderia prejudicá-los.
A polícia da cidade diz que está investigando o crime, e a pena prevista para esse tipo de crime vai de seis a dez anos, o que é um escândalo diante da atrocidade cometida.
Estupros são crimes muito comuns em nossa sociedade. Se considerarmos que inúmeras vítimas não denunciam, seja por vergonha, seja por medo, veremos as estatísticas maiores ainda. A coisificação da mulher e seu tratamento como se fosse uma mercadoria à mercê dos homens é repugnante, demonstrando que o capitalismo degrada o ser humano e impede a libertação sexual, a independência dos oprimidos e os direitos mais básicos contra a violência generalizada. Mas o que choca, ainda mais, nesse caso, é a certeza da impunidade.
Os criminosos não somente violentaram uma menina desacordada, completamente indefesa e sem qualquer condição de reagir, como divulgaram o "feito" para o mundo inteiro -literalmente- sem qualquer constrangimento pelo que fizeram. São amparados não somente por uma legislação machista e que só prende os "ladrões de galinha", como também por uma sociedade burguesa que banaliza a violência contra a mulher.
Defendemos punição exemplar para os agressores, assim como atendimento médico e psicológico para a vítima. A pena, nestes casos, deve ser definida por uma justiça popular, pois são os trabalhadores, com suas leis, que devem decidir o destino de quem os assassina, ataca e violenta.
Mas sabemos que, por se tratar de jovens de classe média alta, envolvidos num ato de agressão à mulher, a punição, infelizmente, vai acabar sendo muito mais leve do que deveria. A conclusão, mais uma vez, é que é preciso a organização dos trabalhadores e a luta para destruir este sistema, como única forma de acabar com crimes chocantes como esse, que são cada vez mais comuns.