Aprovada lei para o pagamento do ponto aos Professores e Policiais grevistas no RS.
Mas Yeda se prepara para vetar o projeto!
A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, não cansa de dar motivos aos trabalhadores gaúchos para ser odiada.
Não bastasse ser a governadora com o maior índice de rejeição entre todos os governadores do país, ela agora se prepara para vetar o projeto aprovado na terça-feira, 16 de dezembro, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul: o de pagamento do salário dos grevistas (trabalhadores em educação e policiais), pelos dias parados.
A governadora, que durante as paralisações determinou o “corte do ponto” dos grevistas, viu parte de sua base aliada e da oposição votarem pelo pagamento integral aos trabalhadores. Entretanto, a Secretária da Educação do Estado, Mariza Abreu, já comunicou a intenção de Yeda em vetar o projeto.
A secretária justificou o veto baseando-se em alguns pontos, “como a súmula do Supremo Tribunal, onde diz que é para aplicar as mesmas regras da iniciativa privada, ou seja, o não pagamento aos grevistas”. Esqueceram de avisá-la que a educação e a segurança ainda são públicas, pelo menos uma parte. Mas seu argumento expressa claramente a intenção desse governo: sucatear a estrutura do Estado, tornando-o ainda mais refém da iniciativa privada e fazendo com que serviços vitais à população (como segurança e educação) sejam cada vez mais um privilegio de quem pode pagar.
Porém, não podemos esquecer quem é essa “oposição” que votou pela aprovação da proposta: é o PT do Lula. Ou seja, toda a base de sustentação do governo petista a nível nacional, que desde 2003 mantém-se fiel ao governo do mensalão, ao governo que deu dinheiro às montadoras que estavam demitindo, que cortou verbas da educação, para investir nas universidades privadas, e da saúde em plena epidemia de dengue. Essa é a “oposição defensora dos trabalhadores”! Essa mesma oposição petista é a que governou o estado entre 1998 e 2002, e foi responsável não somente por dar seqüência ao processo de sucateamento das estatais como também por mandar a polícia reprimir e espancar os trabalhadores grevistas, como os professores estaduais. Agora tentam se reerguer para, quem sabe, assumirem o governo do Estado na próxima eleição, em 2010.
Assim, o governo de Yeda não serve para os trabalhadores, mas o do PT também não, pois está mostrando, a nível nacional, o seu jeito de governar. As mobilizações devem seguir, passando por cima do governo, dos patrões e das direções traidoras – como foi feito nessas greves -, construindo uma direção que seja, de fato, comprometida com a classe trabalhadora.
VOLTAR