Publicada em 24/06/2008

A cada três meses uma mentira Lula para os carteiros...
A cada três meses uma greve

MAIS UMA VEZ LULA MENTIU PARA OS TRABALHADORES DOS CORREIOS

O ano de 2008, com certeza, ficará para a história dos trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos. Em abril, fora da época de dissídio salarial, 29 sindicatos decretaram greve geral como resposta à tentativa de Lula e da ECT de suspender o pagamento do adicional de risco (30% a mais no salário, referente aos riscos que os trabalhadores estão expostos durante a jornada de trabalho, como mordidas de cachorro, assaltos, sol, chuva, atropelamentos, etc.). Nessa greve histórica, Lula se comprometeu com toda a categoria em pagar mais 3 meses de adicional e regulamentá-lo, em definitivo, no salário dos trabalhadores.

Agora, 3 meses depois, Lula rasga novamente o acordo, e a Empresa acaba com os 30% do adicional de risco e cria o Adicional de Atividade de Distribuição e/ou Coleta Externa (AADC). Esse adicional não incide sobre o salário dos carteiros. Ao invés disso, a empresa quer pagar R$ 260,00 linear para todos os trabalhadores. Como se não bastasse o golpe que significa desvencilhar o adicional de risco do salário, fazendo com que o valor nunca seja reajustado, esse valor de 260 reais está ligado à critérios de metas e desempenhos de produtividade que a ECT impõe a seus trabalhadores (cujos critérios nenhum trabalhador tem acesso).  Ou seja, vai ganhar 260,00 só quem estiver 100% dentro das exigências absurdas da atividade de trabalho e quem for puxa-saco das chefias e do governo Lula.

A categoria como um todo sai perdendo com essa proposta e vê o projeto da periculosidade, que é vetado desde o governo FHC, sendo mais vez rasgado pelo governo Lula e pela ECT.

Lula tira dos trabalhadores para pagar os grandes banqueiros

Essa política do governo, que incluí também a imposição goela-abaixo de um Plano de Cargos, Carreiras e Salário (PCCS) que não tem nada a ver com o reivindicado pela categoria, que serve para reestruturar a mão de obra da empresa, acabando com os cargos e as remunerações adicionais de função para criar um cargo amplo (“agente de correios)”, vem para retirar mais direito dos trabalhadores.

A política de Lula é aumentar sua arrecadação também com os correios, como se não bastasse os recordes de arrecadação que o governo obtém à custa dos altos impostos sobre a população pobre. Isso tem a ver com o compromisso que Lula tem com os grandes banqueiros de pagar os juros da dívida pública através do superávit primário, que nos correios significa mais de 300 milhões de reais de arrecadação às custas da exploração dos carteiros, atendentes, operadores de triagem, etc. É para garantir o lucro dos ricos e dos corruptos que Lula é contra pagar o adicional de risco; é contra o direito a um PCCS digno e é contra que os trabalhadores melhorem de vida.

Para cada mentira e ataque, uma greve!

Os trabalhadores dos correios já mostraram que farão quantas greves forem necessárias para garantir os seus direitos. Se Lula insiste em mentir e se mostra contra os trabalhadores, só existe uma resposta que a categoria deve dar: cruzar os braços, parar de produzir e fortalecer os piquetes de greve. Somente com greve o governo e a empresa escutam os trabalhadores. Somente com greve é possível arrancarmos nossas reivindicações. Somente com greve é possível que a categoria entenda cada vez mais que deve lutar para derrotar o conjunto do governo Lula e do sistema capitalista, que explora a maioria para enriquecer meia dúzia. E somente com greve é possível que a categoria como um todo seja contra os sindicalistas ligados ao governo, como é o caso da maioria da Federação (FENTECT – CUT) e construa uma alternativa de luta, sem o governo e os pelegos, para defender os seus direitos e ter uma vida e condições de trabalho melhores.

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