Lula mandou: agora encham o bolso
dos empresários do setor mobiliário!
Está virando rotina. Mais uma vez, o governo Lula reduz os impostos para certos produtos em um determinado setor da indústria, e agora a bola da vez são os materiais de construção e os móveis.
Lula vai à mídia dizendo que agora é a hora de trocar os móveis velhos por novos e aquela reforma que há tempos estava prevista, mas os trabalhadores não conseguiam fazer por não sobrar dinheiro no final do mês, já pode ser feita. Todos os principais móveis de madeira, plástico e aço, entre outros, terão alíquota zero até março. Para os cofres públicos, isso representa uma renúncia fiscal girando em torno de 900 milhões de reais.
Mas quem paga essa conta?
Lula alardeia tudo isso como mais um de seus maravilhosos projetos que melhoram a vida do trabalhador, o que não passa de mais uma mentira!
Quando o governo usa dessa prática, tem em mente ajudar exclusivamente os setores empresariais. Por isso que, em plena crise econômica, enquanto trabalhadores em diversas partes do mundo estavam sendo demitidos pelas grandes montadores de automóveis, Lula no Brasil deu uma mãozinha a Ford, Fiat, e principalmente GM (que estava à beira da falência), reduzindo os IPIs. Assim, induz as pessoas a comprarem carros zero quilômetro e, indiretamente, mantem os empregos no Brasil.
Mas assim como nos demais IPIs que foram reduzidos, acaba, por conseqüência, também diminuindo a receita arrecadada para os cofres públicos. Porém, os governos, assim como os empresários, nunca saem perdendo. Lula utiliza-se de uma lógica empresarial: caso percam de um lado, devem ganhar do outro.
Tratam toda a população como seus funcionários, ou seja, diante de uma crise e queda dos lucros, reduzem-se os custos, com corte de salários e no quadro de funcionários, por exemplo.
Dentro do governo eles reduzem os IPIs, mas retiram de investimentos sociais, para manterem a taxa de arrecadação. Quem sempre perde são os trabalhadores: Lula reduz os impostos ajudando as grandes empresas, porém recupera esse dinheiro perdido através da redução de verbas. No final das contas, a população acaba pagando ainda mais caro pelas suas compras.
Os móveis terão os preços reduzidos, em valores módicos, mas em compensação o governo deixa de investir em serviços que hoje, para quem busca algo de qualidade, devem ser pagos sem IPI reduzido, como os planos de saúde -absurdamente caros-, mensalidades escolares –que aumentam a cada ano- e etc.
O pior da crise ainda está por vir! Já que em 2009 Lula salvou os grandes empresários, em 2010 estaremos pagando toda essa conta. Dessa maneira, a única solução para os trabalhadores é derrotar esse governo, corrupto e amigo dos empresários, que prefere tirar dinheiro de projetos sociais ao invés de ampliá-los. Entenda-se aqui projetos sociais de verdade, que solucionem os problemas, e não o assistencialismo “tapa-buraco” que vem sendo implementado.
O próximo presidente, seja ele do PT, do PSDB, ou qualquer outro partido burguês, continuará fazendo a mesma coisa. Assim, a mudança mais profunda depende somente da luta dos trabalhadores, rumando para a revolução e em busca do socialismo!
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