Publicado em 26/10/2011

A mídia burguesa unida contra os trabalhadores

Nos últimos tempos temos acompanhado a crescente onda de mobilizações que estão acontecendo nos mais diversos cantos do mundo. Os protestos vão desde o norte da África onde aconteceu a queda de ditadores como no Egito e Tunísia; no Chile com a greve geral, ou aqui mesmo no Brasil, com os operários das obras do PAC em Jirau e Suape exigindo melhores condições de trabalho, ou ainda, mais recentemente com, a greve de correios e bancários.

Em meio a tudo isso a imprensa cumpre um papel fundamental de manter a população informada, mas passam informações distorcidas ou mostrando apenas um lado da noticia onde mostram apenas o transtorno que a greve causa à população e não fala dos reais motivos da greve e das condições de trabalho dos trabalhadores grevistas, fazendo com que a opinião pública se torne contra os trabalhadores tudo isso com o intuito de enfraquecer o movimento.

Todos sabem que os meios de comunicação são controlados pela burguesia e sustentados por grandes patrocinadores por isso nunca poderão noticiar algo que vá contra seus interesses, assim quem decide o que poderá ou não ser noticiado são os ricos que comandam e sustentam a mídia.

No Brasil todos os canais de sinal aberto pertencem a grupos empresariais aliados ao estado que faz concessões às emissoras através de licitações, analisadas pelo Ministério das Comunicações. Por trás disso tudo se esconde o interesse político de grandes empresários, multinacionais, etc. que controlam os meios de comunicação manipulando as notícias e escondendo a realidade encontrada nas ruas.

Na contramão dos interesses dos ricos e poderosos a internet vem ganhando um espaço muito grande em todas as mobilizações que ocorrem mundo afora, pois as maiorias dos protestos que vem acontecendo nos últimos tempos estão sendo convocados através das redes sociais, chegando ao ponto de o governo de alguns países como Líbia, Síria e Argélia cortarem a internet para diminuir as mobilizações e impedir a divulgação de informações sobre a onda de protestos antigoverno.

A internet é um meio muito importante, pois permite que qualquer pessoa possa compartilhar seu ponto de vista postando vídeos e textos sobre qualquer coisa criando assim uma imprensa paralela que divulga informações que não aparecem nas mídias convencionais.

Mas mesmo com todo esse avanço, a mídia conhecida, principalmente a televisão continua tendo um peso preponderante sobre a consciência dos trabalhadores. Os trabalhadores devem lutar para garantir que exista o contraponto aos posicionamentos da mídia burguesa. Dessa forma é importantíssimo que as entidades classistas busquem ocupar esse espaço. As rádios comunitárias podem desempenhar um papel fundamental nesse sentido, mas o governo tanto aos sindicatos, quanto as rádios comunitárias, as cooptam para garantir que não exista um posicionamento realmente da classe trabalhadora.

Essa realidade, mesmo com todos os avanços e possibilidades, isso só vai mudar no dia em que vivermos em uma sociedade justa e igualitária onde o coletivo prevaleça sobre o individualismo, ou seja, somente com uma sociedade socialista.

Trabalhadores dos correios lutam contra manipulação midiática

No dia cinco de outubro trabalhadores dos correios do Rio Grande do Sul insatisfeitos com a cobertura da imprensa durante a greve da categoria realizaram um protesto em frente ao prédio da Zero hora um dos jornais de maior circulação no sul do país, bloqueando a Avenida Ipiranga em Porto alegre e cantando palavras de ordem em repúdio aos veículos de comunicação da RBS, grupo afiliado à Rede Globo.

 

 

 

 

 

 

 

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