Orlando Silva é demitido dos Esportes, mas ministérios segue sendo retiro para ex-burocratas da UNE e do PCdoB
O até este momento 6º e último ministro do governo Dilma a cair, em apenas 10 meses, Orlando Silva (PCdoB) pode até não estar mais na Esplanada dos Ministérios, mas a estrutura criminosa e corrupta segue a peno vapor conduzida pelos seus correligionários.
Antes mesmo de Orlando Silva assumir o cargo do qual depois foi escorraçado, por cobrar “pedágio” nas licitações e desviar milhões do orçamento para ONGs amigas do PCdoB, presididas por membros do partido ou laranjas, o Ministério do Esporte já era um abrigo para ex-líderes da UNE, TAM,bem controlada pelos stalinistas.
Orlando Silva presidiu a UNE entre 1995 e 1997, mas, assim como ele, ex-burocratas estudantis desempregados e que não podiam permanecer eternamente como “estudantes profissionais” ganharam uma boquinha no Ministério do Esporte. Isso desde a época de Agnelo Queiroz (hoje governador do DF e filiado ao PT) e multiplicado na gestão de Orlando.
Sem qualquer currículo na área esportiva, o PCdoB tem se “especializado” em indicar militantes para esta área, desde o ministério até qualquer secretaria de prefeitura do interior dos estados, sabendo que as verbas da área foram âs alturas com a chegada da Copa e Olimpíadas.
Assim, os dois presidentes da UNE que vieram após Orlando Silva na entidade, no fim dos anos 90, Ricardo Capelli e Wadson Ribeiro, também foram lotados no ministério. Está ainda na pasta Ricardo Gomyde, também ex-diretor da entidade. O mais poderoso deles, segundo a imprensa, seria Wadson, que foi secretário-executivo do ministério na gestão passada e nesta gestão ficou com o cargo de secretário de Esporte Educacional.
Neste cargo, Wadson se tornou o responsável pelo Programa Segundo Tempo, pivô das denúncias de desvios de recursos que derrubaram Orlando Silva e revelaram desvios milionários através de ONGs de fachada.
Wadson largou a faculdade em Juiz de Fora (MG) e tentou ser deputado estadual em 2006. Perdeu e foi ser secretário-executivo do ministério, o segundo cargo mais importante da pasta.Ele deixou a pasta para ser candidato a deputado federal em 2010 em Minas Gerais, quando declarou à Justiça Eleitoral ser "empresário". Pode?
Perdeu de novo nas urnas, mas foi convidado por Orlando Silva para retornar ao ministério, agora como secretário de Esporte Educacional, a pasta mais importante da área.. Entre outras tramoias, ele assinou e renovou um convênio do Segundo Tempo que nunca saiu do papel com uma Organização Não-Governamental (ONG) chamada Instituto de Desenvolvimento da Criança e do Adolescente (Idec), com quem firmou um convênio de R$ 911 mil, mas que nunca executou projeto nenhum na pequena cidade de Novo Gama, no entorno do Distrito Federal.
Antes de Wadson Ribeiro dirigir a UNE, o carioca Ricardo Cappeli presidiu a entidade entre 1997 e 1999. Ele também largou a faculdade para ser coordenador do programa da Lei de Incentivo ao Esporte no ministério. É Capelli quem autoriza projetos desportivos a captarem recursos com isenção fiscal. Em 2008, o “comunista” não conseguiu ser eleito vereador na cidade do Rio de Janeiro.Meses depois, foi nomeado para trabalhar no Ministério do Esporte.
Ex-diretor da UNE, Ricardo Gomyde é assessor especial do ministro Orlando Silva. Foi deputado federal e candidato a prefeito de Curitiba (Paraná) em 2008. Ano passado tentou voltar à Câmara, mas foi derrotado nas urnas. Nada que pudesse lhe preocupar. O PCdoB também o empregou.
Neste momento, mudaram as moscas, mas, como diz o ditado, o escremento segue o mesmo. Agora, com mais um integrante do PCdoB nos Esportes, o novo ministro Aldo Rebelo, pai do código florestal feito sob encomenda dos latifundiários e desmatadores, segue tudo do mesmo jeito. Ou pior...
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