ABAIXO À REPRESSÃO E
PERSEGUIÇÃO CONTRA O MST
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), está sendo vitima de uma violenta repressão e perseguição política por parte do Ministério Público Estadual no Rio Grandes do Sul. De forma bastante clara e direta, a tentativa do governo gaúcho, a partir do MP, é desmontar com a organização o MST, e colocá-los na ilegalidade.
Na verdade, esse movimento de desmontar com o MST não é de hoje. Ainda no ano passado, esse projeto foi proposto pelo procurador de justiça do estado Gilberto Thums e foi derrotado no próprio conselho superior do Ministério Público. O fato é que agora, as práticas da brigada militar contra os movimentos sociais, em particular contra o MST, está se intensificando e fazendo com que o movimento pelo fim do MST vire realidade.
Essa tentativa de acabar com o MST ficou bastante clara para todo o estado gaúcho no dia 17 de junho desse ano, quando 500 policiais destruíram dois acampamentos do MST em áreas arrendadas na região de Coqueiros do Sul, onde fica uma das maiores fazendas do estado. Além disso, o MST está proibido de passar perto de outras áreas além de coqueiros, como Palma (Pedro Osório), Nenê (Nova Santa Rita) e a fazenda Southall (São Gabriel).
Por trás dessa ofensiva existe uma disputa ideológica muito forte de setores de extrema direita contra os grupos de esquerda. Nos documentos do MP sobre o tema, consta de forma categórica que o MST conspira contra a ordem capitalista; que incentiva a luta de classes e a luta contra o Estado; que prega um poder popular e que, por tudo isso, deve-se fechar as escolas e os centros de formação do movimento, evitando que as crianças tenham contato com esse tipo de educação esquerdista, que é preciso acabar com a organização do grupo, etc. Agora, com a nomeação do Coronel Mendes (conhecido por reprimir violentamente as manifestações e mobilizações dos trabalhadores) para o comando da Brigada Militar, as perseguições e a repressão contra os movimentos dos trabalhadores e estudantes devem aumentar, caracterizando um novo momento do governo Yeda, ainda mais à direita.
O Movimento Revolucionário se coloca ao lado do MST contra essa tentativa (de cunho fascista) de desmontar a organização de um movimento legítimo, que luta pelos seus direitos que, historicamente, lhes foram roubado. Temos diferenças importantes com a direção do MST, por ser atrelada ao governo Lula e por impedir que as ações e a luta pela Reforma Agrária avancem ainda mais, porém, defendemos o movimento contra qualquer ataque que sofra por parte desse estado defensor dos grandes fazendeiros e empresários.
Somente uma luta e um enfrentamento unitário entre os trabalhadores do campo e da cidade, junto com a juventude, podem derrotar a ofensiva do governo de extrema direita de Yeda e a repressão do Coronel Mendes e da brigada militar contra os movimentos sociais.