Publicada em 02/10/2007

Novo Ataque de Yeda no RS

Na última segunda feira, dia 01 de outubro de 2007, a governadora do Rio Grande do Sul Yeda Crusyus anunciou seu novo pacote de medidas para implementar o novo jeito de governar. Entre as medidas estão: uma versão estadual da Lei de Responsabilidade Fiscal e a venda de imóveis do Estado. Também deve ser encaminhada uma emenda à Assembléia Legislativa que acaba com a exigência de aprovação através de plebiscito popular para venda, fusão ou extinção de empresas estatais, a famosa privatização. 

Os que não devem sofrer tantas mudanças são os incentivos fiscais concedidos pelo Estado para os grandes empresários. Segundo a governadora, os incentivos seriam revistos caso a caso, e deixariam de receber os setores que não estejam utilizando o benefício para aumentar a competitividade. Mas uma coisa é certa, o trabalhador vai sentir no bolso o aumento do ICMS, isso porque a alíquota do imposto pode sofrer aumentos entre 28% e 30% para setores como energia elétrica, combustíveis, cigarros e telecomunicações. 

            Mais uma vez o pacote de medidas de Yeda apresenta a verdadeira cara de seu governo: Para os empresários a isenção de impostos, incentivos e todas as regalias. Enquanto para os trabalhadores só o que vem pela frente é o arrocho salarial, aumento do preço da luz, da água e do telefone, sem contar as privatizações diretas e indiretas de empresas estatais como TVE, o Teatro São Pedro, a Ospa, a Fundação Gaúcha do Trabalho, a CORSAN, e todas as que forem possíveis de se “transferir para a gestão privada” como diz o governo do estado. 

            Depois de impor um corte brutal de verbas da educação pública estadual, demitir professores, empilhar estudantes em salas de aulas com a enturmação, atrasar o salário de metade do funcionalismo público estadual, e anunciar demissões em diversos órgãos do estado, a governadora Yeda aprofunda ainda mais os ataques aos direitos dos trabalhadores gaúchos com seu novo pacote de medidas. 

            Mas yeda não está sozinha quando se trata de atacar os trabalhadores, pois nesse quesito os governos de lula e Yeda são iguais: Lula lançou o PAC (Plano de aceleração do Crescimento), que prevê utilizar o dinheiro do fundo de garantia dos trabalhadores, sem pedir autorização e sem prazo para devolver, para financiar obras para as empresas privadas. Outra medida de Lula com o PAC será o congelamento do salário do funcionalismo público por 10 anos, este ultimo que gerou uma greve dos servidores das universidades publicas que já dura 3 meses.  Igual a Lula Yeda anunciou os cortes de 50% da educação pública, a demissão de professores da rede estadual de educação e a “enturmação”, além de desde o inicio de seu governo atrasar todo mês o salário do funcionalismo público e já ter vendido o Banrisul e anunciar a futura venda de outras estatais.

            Os trabalhadores devem se organizar em seus locais de trabalho, estudo e moradia, buscando construir a comitês que visem construir as lutas contra os ataques de Yeda e Lula de forma unificada. Para que organizem manifestações estaduais, protestos, ocupações de prédios do governo e todas as lutas que forem necessárias, com o objetivo de construir uma grande paralisação estadual, de todas as categorias de trabalhadores, para mostramos quem deve mandar no rio Grande sul: Os trabalhadores. Pois a luta contra Yeda e Lula é uma só, e os trabalhadores devem lutar juntos para vencer, pois somente unidos e lutando para derrotar Yeda e Lula os trabalhadores conseguirão derrotar os ataques impostos por estes governos e conquistar seus interesses.

- Derrotar Lula e Yeda e seus ataques.

– Contra as privatizações do Banrisul, CEEE, CORNSAN e ouras estatais do RS

– Contra o Atraso no pagamento dos salários

– Unificar a Luta dos trabalhadores Gaúchos, rumo a uma paralisação estadual.

– Pela reestatização das empresas privatizadas. Sendo colocadas sob o controle dos trabalhadores e serviço deles.

– Por mais verbas para educação! Concurso público para professores Já! Que as verbas para educação e os currículos sejam controlados pelos Trabalhadores em educação e pela comunidade escolar.

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