Publicada em 15/05/2008

 

PAC DA INDÚSTRIA: O QUE LULA É CAPAZ DE FAZER PARA ENRIQUECER OS GRANDES EMPRESÁRIOS?

CRÉDTIO BARATO, FINANCIAMENTO BARATO E MENOS IMPOSTOS PARA OS EMPRESÁRIOS...

Na última semana o Governo Lula anunciou mais um pacote de medidas que fazem parte do PAC, Programa de Aceleração da Economia. Dessa vez a promessa tem a ver com o desenvolvimento da indústria. Segundo o Governo, a “política de desenvolvimento produtivo”, também conhecida por PAC da Indústria, irá transformar o Brasil em um país desenvolvido, aos moldes dos países da Europa e dos EUA. Mais uma vez Lula debocha do trabalhador prometendo uma realidade que jamais irá existir em seu Governo e enquanto vivermos no sistema capitalista.

O PAC da Indústria representa mais uma medida do governo que aparentemente significa um progresso para a sociedade inteira, mas que na verdade serve apenas para garantir que, diante da crise econômica, os empresários sigam lucrando cada vez mais. Dessa forma, Lula utiliza sua mentira para fazer campanha eleitoral do Governo e de sua possível candidata à sucessão, Dilma. O centro da política do Governo tem a ver com diminuir o custo de produção dos empresários através da redução dos impostos e das obrigações que os patões devem ter com os trabalhadores. Como se já não bastasse a Reforma Tributária, que diminui a contribuição patronal para a Previdência e aumenta os impostos para os consumidores pobres, o PAC da indústria prevê uma série de medidas nesse mesmo sentido.

Os setores mais beneficiados serão os de softwares e demais srviços de tecnologia de informação, além de exportação. O total da renúncia fiscal com as desonerações chegará a R$ 21,4 bilhões. As medidas que mais demonstram a preocupação do Governo Lula em salvar os grandes empresários tem a ver com a redução da contribuição patronal para seguridade social sobre folha de pagamento em até 10%; redução pela metade para determinação do cálculo do imposto de renda; redução da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido); redução das despesas com capacitação pessoal; suspensão do PIS/Confins na compra de insumos destinados à industrialização de bens exportados; diminuição do IOF para operações de crédito junto ao BNDES e redução de juros do FINAME, que financia máquinas e equipamentos. Resumindo, Lula vai diminuir a contribuição e as obrigações que os patrões têm com a sociedade e vai facilitar ainda mais a produção da grande burguesia, barateando os financiamentos e as operações de crédito. Poro outro lado, a vida para os trabalhadores está pior: o crédito está mais caro, os preços da comida, do transporte e do custo de vida em geral estão subindo e o salário não.    

É impossível o Brasil ser um país desenvolvido porque o Governo e o regime brasileiro são dependentes dos interesses dos grandes banqueiros e empresários internacionais. O imperialismo domina o Brasil. E mesmo que o Brasil se tornasse um país de primeiro mundo, isso não serve para os trabalhadores, pois na Europa e nos EUA também existe corrupção, opressão e exploração. Mas o pior do que isso é Lula dizer que um possível melhor desempenho dos empresários significaria uma melhoria para o conjunto da sociedade. Os empresários, principalmente os banqueiros, estão batendo recordes de lucros nos últimos anos e os trabalhadores continuam com a vida mais difícil.

O Movimento Revolucionário defende um plano de obras públicas controlado pelos trabalhadores e a serviço de seus interesses. Somos contra o PAC de Lula que serve para enriquecer os grandes empresários e aumentar a corrupção e o superfaturamento destes. É necessário taxar as grandes fortunas ao invés dessa política de renúncia fiscal. O que os trabalhadores precisam é de um salário digno, do fim do aumento dos preços, de uma jornada de trabalho menor, da geração de mais empregos, de uma saúde e educação pública e de qualidade. Nada disso vai acontecer com Lula incentivando e facilitando a exploração dos empresários sobre os trabalhadores, como faz com o PAC e com a Reforma trabalhista e tributária. Somente a luta direta, as mobilizações de rua, as greves e ocupações garantirão que o Brasil melhore. Somente quando os próprios trabalhadores tomarem o controle daquilo que produzem será possível melhorar a vida da maioria do povo.

 

 

 

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