É Preciso por abaixo o congresso corrupto:
Parlamentares distribuem passagens de avião para à família e celebridades com dinheiro público e ainda mantém diversos funcionários fantasmas.
Desde o início de abril o congresso nacional é assunto nos jornais brasileiros devido as denúncias sobre a farra na emissão de passagens áreas. Na terceira semana do mês o escândalo ganhou força com um fato surpreendente: o do deputado Fábio Faria, do PMN do Rio Grande do Norte, que usou a cota de passagens de deputado “bancar” a viagem das celebridades Adriane Galisteu, sua ex-namorada, da mãe dela e de Stefani e Caique Britto para o carnaval fora de época em Natal, o Carnatal. Na terça-feira, o deputado do RN, depois de ter sido exposto, devolveu apenas uma parte do dinheiro.
Além dos congressistas, os ministros também financiaram as férias de familiares e amigos com dinheiro público: Os ministros da Agricultura, Reinhold Stephanes; de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro; e da integração regional, Geddel Vieira Lima, também usaram passagens da Câmara para viagens de parentes, mesmo estando licenciados da função de deputado.
Diante da grande repercussão das denúncias, da já forte descrença da população na utilidade do Senado, na baixa credibilidade da câmara de deputados, e da grande indignação popular contra a farra das passagens os presidentes da câmara e do senado anunciaram medidas para “resolver o problema”: senadores terão corte de 25% no crédito para emissão de bilhetes. Os deputados, 20%. Sendo que os políticos prometeram que o uso das passagens vai ficar mais restrito, mas todos sabem como acabam as promessas de deputados e senadores...
Mas a promessa do controle rígido nas emissões de passagens já mostrou que é só promessa. As novas regras não proíbem que deputados e senadores usem o que sobrar da cota de passagens de um para levar mulher e filhos ao exterior, como fizeram cinco dos 11 integrantes da Mesa Diretora da Câmara.
A farra das passagens custa milhões aos cofres públicos todos os anos. Segundo a recente investigação do Ministério Público Federal, entre 2007 e 2008, só com passagens para o exterior, a Câmara gastou R$ 2,5 milhões em viagens que os deputados não estavam a trabalho. O gasto total da Câmara nos dois anos passou de R$ 80 milhões.
Além de tudo, os fantasmas seguem fazendo a festa no Congresso Nacional
Outro velho hábito dos parlamentares segue desviando o dinheiro público. Os funcionários fantasmas voltaram a aparecer nas denuncias ao Congresso Nacional. Junto à farra das passagens aéreas também houveram denuncias de “funcionários” que estão registrados na folha de pagamento da câmara e do senado mas que nunca aparecem para trabalhar, os fantasmas do Congresso.
O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), afirmou na quarta-feira (15/04) que tem a intenção de implementar o regime de ponto eletrônico para registrar o trabalho dos servidores da Casa. Sendo que esta medida iria acabar com a existência de funcionários fantasmas. Os fantasmas surgem no congresso mais comumente sobre o registro de CNE. Os CNEs são cargos comissionados dos órgãos da Casa, como a própria Secretaria Geral, a Diretoria Geral, lideranças de partidos, entre outros. São escolhidos pelos parlamentares e, habitualmente, sua grande maioria não aparece no Congresso Nacional durante o expediente.
Segundo Temer a câmara estaria prestes a votar um projeto reafirmando a proibição de que funcionários que ocupam Cargos de Natureza Especial (CNEs) possam trabalhar fora da Câmara. Está reafirmação seria necessária porque já houve uma resolução de 2007 que proibiu que os funcionários que ocupam estes cargos trabalhem fora da Casa. Restringiu ainda que os servidores só poderiam trabalhar no órgão para que fosse lotado. Mas ficou claro para todo mundo que a medida não foi seguida por ninguém.
A nova resolução apresentada na câmara de deputados apenas será uma reafirmação da sua antecessora, uma nova medida que não terá efeito, um golpe de “marketing” do congresso na tentativa de buscar credibilidade com a população. Até porque a restrição para o trabalho fora da Câmara não atinge os secretários parlamentares, que são contratados pelos deputados em seus gabinetes. No caso destes servidores, é permitido o trabalho no estado dos parlamentares em escritórios políticos. Ou seja, basta que o fantasma seja registrado como secretário que a farra poderá continuar “numa boa”
É preciso por abaixo o congresso corrupto!
Funcionários fantasmas, distribuição de passagens para familiares e celebridades, desvios de verbas e compra de votos, os trabalhadores do Brasil estão cansados de ver tanta corrupção cotidianamente. Os partidos eleitoreiros e os empresários estão sempre juntos quando se trata de meter a mão no dinheiro público e enganar os trabalhadores.
O Governo Lula, o Senado, a Câmara dos deputados só governam e criam leis para favorecer aos empresários que financiaram suas campanhas e à eles próprios, atacando os trabalhadores e seus direitos. Os recentes escândalos de corrupção envolvendo o Congresso Nacional se somam aos tantos outros que já chocaram o país e que nunca terminaram com a prisão do corrupto. Isso tudo mostra que está mais do que na hora de se lutar para derrotar a corja de Brasília e por abaixo o congresso corrupto.
Para acabar com a corrupção de Lula e do Congresso Nacional é preciso lutar. Apenas com a mobilização e luta direta da classe trabalhadora será possível por um fim a farra dos deputados, senadores e do governo. É preciso lutar para por abaixo o congresso corrupto, derrotar Lula e construir um governo dos trabalhadores. Onde eles próprios governem, para garantir seus interesses e necessidades. Pois do Congresso Nacional e do governo Lula só que os trabalhadores podem esperar é mais ataques e corrupção. Somente a classe trabalhadora e sua luta pode mudar a realidade.
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