GREVE DOS AGENTES PENITENCIÁRIOS DO RS:
35 DIAS DE BRAÇOS CRUZADOS
Os agentes penitenciários do estado do Rio Grande do Sul fizeram uma greve que durou 35 dias. Foi uma luta bastante dura e com uma repercussão grande, que serviu para deixar bem claro a situação de baixos salários, descaso com os direitos trabalhistas, insegurança, em que se encontra a categoria, bem como o caos do sistema penitenciário como um todo. Além disso, os grevistas tiveram que enfrentar ameaças por parte do governo e a tentativa de tornar ilegal a greve. Desde o inicio da greve, a Brigada Militar teve que assumir a administração de 16 prisões.
As reivindicações da categoria giram em torno da regulamentação da aposentadoria, plano de carreira, qualificação salarial e do ambiente de trabalho, porte de arma para auxiliares de serviços penitenciários, incremento do quadro, pagamento total de horas-extras e elevação das diárias, além de diárias atrasadas e publicação de lista de promoções.
A disposição para a luta tornou-se ainda maior quando em meio a tudo isso a assembléia legislativa do estado votou o aumento salarial de 143% para governadora Yeda e seu Vice, Paulo Feijó. Ou seja, enquanto a situação de vida dos agentes penitenciários está precarizada, estes tendo que viver a mercê da violência do ambiente de trabalho, o governo do estado se nega a discutir com os trabalhadores, e ao mesmo tempo gasta dinheiro público para dar a quem já ganha muito. Os trabalhadores deram uma resposta a altura e fizeram uma vitoriosa greve de 35 dias, só assim, cruzando os braços foi possível arrancar alguma coisa do governo.
No dia 15 de Agosto, em assembléia, a categoria votou pelo fim da greve, depois de o governo se comprometer a enviar um projeto de lei a assembléia legislativa. No projeto deve constar o plano de carreira para a categoria, englobando melhores salários e aposentadoria especial. Sem dúvida isso é uma vitória para a categoria, diante da situação que existia anteriormente onde o governo dizia com todas as letras que não ia conceder nenhuma das reivindicações. Agora teve que recuar e enviar esse projeto de lei. É claro que essa vitória é parcial, pois a decisão ainda está nas mãos da assembléia legislativa, a mesma que aumenta o salário da governadora e manda reprimir os grevistas. Dependendo da proposta do governo talvez seja necessário fazer mais uma greve, pois não existe outra maneira de garantir que essas conquistas realmente sejam colocadas em prática.
LULA QUER ACABAR COM O DIREITO DE SE FAZER GREVE: NÃO A LEI DE GREVE!
Derrotar Yeda, Lula e pôr abaixo o congresso corrupto!
Da mesma forma que Yeda no RS mostra cada vez mais seu caráter, que é de defender os ricos e corruptos e atacar a classe trabalhadora, O governo Lula não é diferente. Nessa greve dos agentes penitenciários, os grevistas eram ameaçados a todo instante pela justiça que dizia que poderia considerar a greve ilegal, à medida que não respeitava algumas medidas, como manter 30% dos trabalhadores em serviço. É justamente Lula quem pretende ir mais longe ainda, quer aprovar a chamada lei de greve, e com isso tornar quase impossível de os trabalhadores cruzarem os braços, pararem a produção. Por isso os agentes penitenciários, e todas as outras categorias devem também lutar para derrotar Lula e o congresso corrupto, pois além de também serem responsáveis pelo caos nos presídios, pela alta do custo de vida, pelos baixos salários, agora Lula quer acabar com a única ferramenta que os trabalhadores têm para garantir seus direitos, que é a greve.
Por isso é necessário não só derrotar os governos estaduais, como Yeda, mas também travar uma dura luta para derrotar o governo Lula e por abaixo o congresso corrupto que estão a serviço dos ricos e corruptos e não dos trabalhadores!
VOLTAR