Pesquisa mostra o que população brasileira não confia nas instituições do regime democrático burguês
Uma pesquisa realizada recentemente pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) revelou quais as instituições do Estado brasileiro que a população mais confia. A confiança no governo federal recebeu míseros 52% de confiança da população.
Mas o dado mais expressivo da pesquisa, e que deve tirar o sono de todos os partidos eleitoreiros, foi que apenas 22% da população confiam nos partidos políticos! Até mesmo os patrões receberam uma avaliação maior que os partidos, já que ficaram com 44% no índice de confiança. Todos os últimos lugares ficaram com as instituições do regime político capitalista: Assembléia Legislativa – 39%, Senado - 33%, Câmara dos Vereadores - 26%, Câmara dos Deputados - 24%.
As instituições do Estado Burguês, que tentam aparentar estabilidade e tranqüilidade, na verdade enfrentam uma grande crise no que diz respeito a credibilidade e confiança dos trabalhadores brasileiros, pois todas as instituições estão caindo em descrédito com a população. A mesma população que se viu traída com a subida ao poder de Lula, o “operário do povo”, que iria transformar o sonho dos trabalhadores em realidade, e que agora percebe que o sonho virou pesadelo; Pois o regime capitalista e suas instituições não garantem um salário decente, isso quando se está trabalhando, não garantem uma saúde digna e a educação para os filhos dos trabalhadores. E por todas as traições e pela realidade da classe, que a cada dia que passa se vê sem perspectiva de um futuro melhor, já que todos os "líderes" sempre apontam o mesmo caminho, o caminho das eleições, o caminho do "vote mim que eu lhe defenderei!", quando na verdade os políticos burgueses só defendem os próprios interesses.
Esse sentimento de descrédito não é exclusividade do Brasil, nas eleições mais recentes, como a da Argentina, França, Espanha, etc., a própria mídia burguesa as divulgava como sendo eleições frias, onde a população nem se pronunciava. Assim fica demonstrado que nenhum programa que apresentado nas eleições para os trabalhadores desses países foi visto por eles como alternativa. Eram processos que passavam por cima da cabeça das massas, onde qualquer candidato que fosse o vencedor das eleições, não mudaria nada na vida dos trabalhadores. E nas eleições de 2006 o mesmo aconteceu por aqui, onde a reeleição de Lula não gerou nenhuma manifestação que se aproximasse das protagonizadas em sua primeira eleição, em 2002.
Essa pesquisa serve para deixar claro que houve uma mudança qualitativa na consciência das massas. Como reflexos da traição de Lula, da corrupção como o mensalão, onde o reduto de ética na política, o PT, ruiu e que desde lá as instituições seguem governando mas com um total descrédito da população. E dessa maneira se demonstra a importância de criar, desde já, novas lideranças revolucionárias para canalizar a insatisfação dos trabalhadores contra o sistema capitalista e suas instituições. E essa é a tarefa que nós do Movimento Revolucionário nos propomos a cumprir. Participar de cada luta da classe trabalhadora, para fazer avançar sua consciência, e por meio desta luta destruir todas as instituições podres do Regime Capitalista e o próprio capitalismo.
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