Publicada em 06/04/2009

Novo Progama Habitacional de Lula:
Um Tsunami de propaganda e uma marolinha de construção

            O governo Lula anunciou o programa de Habitação, onde divulgou a construção de um milhão de novas casas para o próximo período, que não se sabe se são 2, 3 ou 30 anos.

            No programa, Lula anuncia mudanças no financiamento pela Caixa Econômica Federal da casa própria para pessoas que ganham até 10 salários mínimos.

O programa foi anunciado pela ministra da casa civil Dilma Rusself, candidata de Lula para a disputa das eleições presidenciais 2010 e, segundo o governo, além de combater o déficit habitacional, servirá para reaquecer a economia como um todo, principalmente no setor da construção civil, com milhares de novas contratações.

A questão habitacional no Brasil é de extrema importância e urgência. São milhares de pessoas que vivem sem moradias ou em condições precárias, sem estrutura, saneamento básico e sujeitas a qualquer tipo de desastre com uma simples tempestade.

Entretanto, Lula aproveita a gravidade da situação para lançar um pacote completamente abstrato, que de comprometimento com ação prática tem muito pouco. Assim, o governo tenta dar uma resposta diante do péssimo cenário econômico, onde milhões de trabalhadores perdem o emprego e da queda nos índices de popularidade do presidente.

Como vem ocorrendo em cada lançamento dos futuros canteiros de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o pacote habitacional também tem um caráter extremamente eleitoreiro, onde se faz um verdadeiro carnaval em cima da divulgação, mas na prática pouca coisa sai do papel.

Se já não se pode confiar nos programas lançados de forma “séria”, com prazos, datas e metas, pois em qualquer momento o governo anuncia um corte no orçamento e bloqueia qualquer programa, o que se pode pensar de uma política lançada dessa forma? É uma verdadeira piada com a população. Um pacote lançado sem compromisso de prazo para realização não pode ser levado a sério, e que já nasce com profundas restrições de verbas e com único objetivo de marketing do governo.

Nós, revolucionários, defendemos um plano de obras públicas, como um verdadeiro mutirão pela construção de casas populares, para dar moradia e vida digna a quem vive em barracos em favelas e, ao mesmo tempo, combater o desemprego, reduzindo a jornada de trabalho sem reduzir salários. Uma medida dessa natureza só pode ser feita por um governo dos trabalhadores, socialista, sem compromisso com as grandes empreiteiras que só pensam em lucrar e extorquir a população.

Lula, longe de dar início a uma medida socialista como essa, está aplicando mais uma política típica de um governo burguês e corrupto, preocupado apenas em enganar a população e garantir um bom desempenho nas próximas eleições.

 

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