Publicada em 22/03/2009

A casa caiu!
Economia brasileira encolhe 3,6%, e a recessão bate à porta do Brasil.

         A recente divulgação do resultado do Produto Interno Bruto brasileiro – o vulgo PIB – caiu como uma bomba sobre o discurso de Lula que afirma que a crise econômica acabaria em março. Os dados apresentados pelo IBGE mostraram que da riqueza produzida no país caiu 3,6% no último trimestre de 2008. Essa queda supera as mais pessimistas previsões do governo e mesmo de especialista da burguesia.

Nunca da história do país o PIB havia caído tanto. A economia encolheu como nem o mais pessimista analista do governo teve coragem de prever ou imaginar. Com isso o Brasil é mais um dos países do mundo que começam a sentir a pancada mais forte da crise econômica em sua economia. Mais do que isso: a tendência é de que os valores não melhorem e que a economia do país possa inclusive não crescer nos próximos meses de 2009, o que incluiria o país no grupo dos países em recessão.

Uma diminuição prenunciada pela queda na produção e pelas demissões

A diminuição da economia brasileira, agora admitida oficialmente pelo governo, já se fazia sentir em todos os setores da economia. Desde o mês de outubro de 2008 as empresas vinham demitindo milhares de trabalhadores e pondo em ferias coletivas à outros milhares. A cada novo dia o trabalhador brasileiro se perguntava se ainda tinha emprego ou se seria demitido.

Algumas das maiores empresas instaladas no país foram as primeiras a demitir de forma massiva seus funcionários: A Volkswagen demitiu no final de 2008 mais de 2000 trabalhadores em todo país e em 2009 esse número só aumentou, a mineradora Vale demitiu mais de 1.300 funcionários desde a virada do ano, a EMBRAER demitiu 4 mil e recentemente recebeu autorização de Lula e da justiça para efetivar as demissões, e esses dados são só de 3 empresas grande no Brasil, os conjunto das demissões no país já vitimaram mais de 2,62 milhões de pessoas nas principais capitais do país, segundo pesquisa recente do DIEESE, 75 mil a mais do que em dezembro do ano passado.

Essa onda de demissões já era um sinal claro de uma redução da economia brasileira, mas o governo até as primeiras semanas de março fazia questão de chamar de marolinha o tsunami que esta destruindo a economia mundial.

Os dados apresentados pelo IBGE ainda mostraram que a produção das indústrias no país caiu mais de 7,4%. E mesmo com o governo “receitando” como remédio para crise que os brasileiros consumam mais os dados mostraram que as famílias brasileiras consumiram 2% a menos do que vinham consumindo. Na receita de Lula faltou a bula onde o presidente deveria explicar para cada um dos milhares de trabalhadores demitidos e ameaçados de demissão de onde poderiam tirar algum dinheiro para consumir.

A recessão bate à porta!

A tendência que os valores do PIB brasileiro mostram é de o país está muito próximo de ver sua economia estagnar ou até mesmo enxugar num futuro próximo. Lula, que até o início do mês prometia que esse era o mês do fim da crise começa a ver que a realidade desmonta qualquer discurso. O próximo período promete ser o mais duro da crise econômica no Brasil, com aumento das demissões e mais ataques aos trabalhadores por parte do governo e dos patrões.

A recessão da economia será um duro golpe para Lula, que vem sustendo sua “popularidade” com o discurso da estabilidade e força da economia brasileira. Não por menos o governo fez questão de mentir que a crise não afetaria o Brasil e que no máximo ia chegar como uma marolinha.

Diante deste cenário os trabalhadores serão ainda mais alvo de ataques por parte do governo e dos patrões. Se antes a pressão para que se flexibilizassem os direitos trabalhistas e se reduzissem os salários era grande, agora será imensa. Lula e a Burguesia farão de tudo para sugar ainda maios a classe trabalhadora e fazê-la pagar pela crise. Os dirigentes traidores do movimento sindical, como a CUT e a Força Sindical, farão de tudo para ajudar o governo a arrochar os trabalhadores e reduzir os direitos, ainda mais do que já vinham fazendo.

Mais do que nunca será necessário que os trabalhadores saiam as ruas e lutem. Apenas a luta poderá evitar que o paguemos pela crise, somente com a mobilização os trabalhadores poderão garantir seus empregos, salários e direitos e fazer com os ricos paguem pela crise. A recessão está se instalando no Brasil, e os trabalhadores não podem mais esperar, é preciso lutar, lutar e lutar.

 

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