Teto da Renascer desaba, matando e ferindo vários trabalhadores,
mas seus donos seguem enchendo o bolso
No último dia 19 de janeiro, desabou o teto da Igreja Renascer em Cristo, na região central de São Paulo, capital. Morreram nove pessoas e mais de cem ficaram feridas.
A polícia ainda está investigando para ver o que causou o desabamento, mas alguns problemas já foram constatados. Um deles é o uso de telhas de amianto, elemento proibido no estado de São Paulo desde 2007 por ser cancerígeno. Além disso, foi confirmada a infestação por cupins da estrutura da Igreja, e a completa degradação de sua manutenção. Diante da verdadeira podridão da igreja, a prefeitura já determinou sua demolição.
Mesmo que não se saiba exatamente o que causou o desabamento do teto, o culpado já se conhece: são os donos corruptos e exploradores da Renascer, que colocaram em risco a vida de seus fiéis, ao embolsarem o dinheiro das doações e deixar a igreja sem cuidados básicos; além, evidentemente, da culpa da prefeitura, que recebe subornos para aprovar a licença de qualquer lugar, e não cumpriu com sua obrigação de fiscalizar, multar e fechar um lugar em ruínas.
A Igreja Renascer, as doações milionárias e os crimes de seus fundadores:
Uma tragédia anunciada.
Obviamente, a "precariedade" da estrutura não tem nada a ver com falta de dinheiro para reformas. O mais famoso fiel da Igreja, o jogador do Milan, Kaká, recentemente doou milhões à Renascer. Além disso, a Renascer ficou, há cerca de dois anos, bastante conhecida quando seus fundadores, o casal Estevam e Sônia Hernandez, foram presos ao tentarem entrar nos Estados Unidos com uma alta quantia de dinheiro não declarada (US$ 56,4 mil). Eram notas escondidas nas roupas, em malas e até dentro de bíblias que tinham sido destruídas para esconder dólares. E esse não foi o único crime do casal milionário.
Juntos, estes "empresários da fé" respondem a processos por estelionato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e contrabando. E isso ainda não é tudo... Segundo o Ministério Público, o casal utilizava o dinheiro arrecadado com o dízimo para pagar funcionários das suas empresas. Ou seja, é uma picaretagem sem limites! A charlatanice religiosa, comum a todas as Igrejas, na renascer era apenas um braço de uma empresa com negócios escusos em vários ramos.
Como se não bastasse iludir e enganar os fiéis da Igreja com promessas de felicidade eterna no "reino dos céus", ainda roubam o dinheiro doado por essas pessoas para bancarem suas despesas pessoais. Vivem no luxo, cheios de mordomia em Miami (Estados Unidos) enquanto pregam que os outros devem se contentar com a miséria na qual vivem, "se essa for a vontade de Deus".
Assim, para enriquecerem sua conta bancária, os bispos não tiveram qualquer cuidado com a infra-estrutura da igreja, usando material de pouca qualidade e negligenciando a manutenção.
Na demonstração suprema de seu caráter nocivo e contra os trabalhadores, os hipócritas donos da Renascer atribuíram o desabamento de sua igreja a uma fatalidade, e disseram que isso devia significar uma decisão divina. É o cúmulo culpar um ser inatingível, que expressa a crença de pessoas vulneráveis, para livrar a própria cara de pau.
Defendemos que, no lote de processos que Estevam e Sônia respondem, seja incluída a responsabilidade pela morte dessas pessoas, na qualidade de homicídio. E que, com o seu dinheiro, sejam bancadas as despesas médicas dos feridos, além de indenizações para todos os atingidos. Além disso, seus bens, adquiridos na base da enganação e do roubo, devem ser bloqueados e confiscados.
Os pastores e padres que, antigamente, queimavam quem dizia que o mundo era redondo e quem defendia a ciência, hoje continuam mentindo, roubando e matando a população pobre. Esta tragédia serve para desmascarar ainda mais as Igrejas como instituições, e os pretensos representantes de Deus. Que essa tragédia sirva para ajudar o conjunto da população a se distanciar de vez desses ladrões e hipócritas. Ladrões que sob o título de "mensageiros de Deus" extorquem os trabalhadores, se utilizando do desespero e da fé de seus seguidores, provocado por eles mesmo e sua classe social: a burguesia e seus sócios banqueiros, grandes empresários, especuladores e políticos corruptos.
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