Publicada em 22/05/2008

Três quartos da riqueza existente no Brasil estão concentrados nas mãos de apenas 10% da população

 A informação consta do estudo "Justiça Tributária: Iniqüidade e Desafios", divulgado na quinta-feira (15/05) pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, durante seminário sobre reforma tributária, promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). De acordo com o estudo, o índice de Gini, que mede a desigualdade social de uma população, foi de 0,56 no Brasil em 2006 - o índice varia de 0 a 1, sendo 0 a perfeita igualdade e 1 a completa desigualdade.

            O presidente do IPEA ainda afirmou que "é evidente que o sistema tributário que temos aprofunda a desigualdade". Ele destacou que no grupo dos 10% mais pobres, a tributação representa 32,8% da renda. Já nos 10% mais ricos, a tributação total é referente a 22,7% da renda. "Quem é pobre no Brasil está condenado a pagar mais impostos", afirmou. Mostrou ainda que, desde 1995 houve um aumento na carga tributária, determinado basicamente pelo governo federal

Ainda segundo outro levantamento do IPEA nos últimos cinco anos houve, pela primeira vez, uma tendência de redução dos diferenciais raciais na renda. Desde 2001 até o momento atual, houve uma redução nas desigualdades. O governo tentou afirmar que esta redução ocorreu por causa da implantação de políticas públicas e sociais (como o bolsa família e o fome zero), que beneficiam imensamente a população negra, uma vez que 80% da população mais pobre é composta de negros e 80% da população mais rica é composta por brancos.  Mas o grande fator que fez com que caísse a diferença entre os salários dos brasileiros foi o empobrecimento da população como um todo.

Todo mundo sabe que a cada dia que passa a vida fica mais cara: É o preço dos transportes públicos que em diversas cidades do país chega a mais de R$3,00, O gás de cozinha que ficou muito mais caro, e só nos primeiros meses de 2008 já subiu mais de 15%, além dos alimentos que toa semana aumento seu custo. Enquanto isso o salário da grande maioria dos trabalhadores não recebe nenhum reajuste, e já açula perdas em seu poder de compra que superam os 80% em diversas categorias.

Em meio a tudo isso a burguesia e o governo têm a cara de pau de usar um dado que é verdadeiro (pois realmente caiu a diferença entre as rendas dos trabalhadores) para mentir para a população. Os pobres não estão ficando mais ricos como afirma Lula, mas os trabalhadores que antes faziam parte da classe agora amarguram uma perda gigantesca em sua renda. Isso quer dizer que a diferença caiu porque grande parte dos trabalhadores brasileiros está ficando mais pobre, e não o contrário.

Por isso mais do que nu nunca é necessário que os trabalhadores saiam as ruas para protestar contra o aumento do custo de vida, a perda salarial e o próprio governo Lula, que é o principal responsável pela situação dos trabalhadores brasileiros hoje. Não é possível mais ficar calado, muito menos esperar que as eleições mudem alguma coisa, até porque todo mundo já sabe que elas não mudam nada, apenas lutando e nos organizando para derrotar o governo Lula e pôr baixo o congresso corrupto poderemos melhorar as nossas vidas.

 

 

 

 

 

 

 

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