Publicada em 19/01/2009

Eduardo Paes mal assume a prefeitura do Rio de Janeiro e já mostra o caráter de seu mandato!

Assim que assumiu a prefeitura do RJ, as primeiras medidas do prefeito foram de ataques violentos à classe trabalhadora, destruindo com as casas mal estruturadas dos trabalhadores de menor renda e impondo regras de urbanismo para as comunidades mais pobres, muitas sem esgoto nem água tratada.

Segundo Eduardo Paes, o objetivo dos decretos é facilitar a demolição de qualquer obra irregular na cidade e impedir a destruição do "patrimônio natural".

Ou seja, quer varrer com os pobres da cidade, impondo regras impossíveis de muitos trabalhadores cumprirem, a partir dos salários miseráveis que recebem por mês para sustentar a família. Querer demolir a casa de quem mora em área ilegal, ou apreender carrocinhas de vendedores não cadastrados é a política típica da direita fascistóide.

Isso não condiz com a realidade em que vivemos no capitalismo, e é uma forma camuflada de um governo comprometido com a corrupção dos ricos, das empreiteiras e grandes sonegadores, posar de moralista. A política fascista de Paes acha que, para acabar com os problemas de violência, poluição da cidade e melhorar a paisagem para explorar os turistas, se deve eliminar a "sujeira" do RJ: os mais pobres e miseráveis que são vitimas de uma sociedade desigual, em que a classe dominante - a burguesia - suga tudo o que pode.

O decreto diz ainda que, as áreas devem ter uso residencial. Os moradores não devem poluir o ambiente e tampouco causar incômodo à vizinhança burguesa. Fica proibida a comercialização e armazenagem de ferro-velho; produtos inflamáveis (exceto tintas e vernizes) e explosivos; gás liquefeito de petróleo e armas e munições. As edificações devem ter condições suficientes de higiene, segurança e habitação.

O prefeito afirmou que agirá com muito rigor e que não admitira que outros barracos sejam construídos, para não estragar o tal "patrimônio natural"  do RJ. Devemos nos questionar a que tipo de patrimônio natural Paes se refere? Com certeza, são os lindos apartamentos do Leblon, de Ipanema e de pontos turísticos que são pagos para serem visitados, como o do Cristo Redentor e o Pão de Açúcar. É o patrimônio privado natural, freqüentado pela grande burguesia do Rio e pelos turistas milionários de outros países.

Esse tão citado "patrimônio natural" em nada se refere à realidade da grande maioria da população do Rio de Janeiro, que são os trabalhadores que vivem aglomerados em barracos e casas humildes nas favelas, e não são assistidos em nada pela prefeitura. Os pobres são, proporcionalmente, os que mais pagam impostos, no RJ e no país. Pagam no preço da comida, do transporte, descontado em folha, e assim por diante. Em compensação, não ganham nada de volta. Não têm hospitais decentes, nem escola, nem segurança, nem esgoto, nem nada. Suas ruas não têm calçamento, o lixo não é recolhido ... e Paes quer que estejam em dia com as leis. Ao inferno Eduardo Paes e a legalidade de fachada que finge impor! Quer impor "choque" de limpeza para os pobres, quando rouba e confraterniza com os que rasgam a lei, mas têm colarinho branco.

Outra medida fascista de Paes é proibir todas as comercializações como: carrocinhas de cachorro-quente, churros, pipoca e outras, que não tenham autorização da prefeitura para poder vender. Assim, diante do desemprego crescente, impede que mais trabalhadores possam sobreviver; já que o serviço informal é a única maneira que muitas pessoas encontraram para poder se manter financeiramente, diante de tanto desemprego no capitalismo.

É preciso dar um fim a estas medidas de aniquilação de Eduardo Paes e de toda a burguesia contra a classe trabalhadora. Os trabalhadores devem cada vez mais se unir e fortalecer suas lutas para por abaixo este sistema de exploração e destruição, que é o capitalismo. Um importante passo, neste sentido, é resistir aos despejos, organizar a luta contra o prefeito Paes, exigir a desapropriação imediata de grandes terrenos da capital para fins de reforma urbana e total liberdade para quem quer trabalhar.

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