Mercadante: covardia e cara-de-pau. Líder do PT, junto com votos de seus senadores, ajuda a salvar Sarney, a mando de Lula!
Em mais uma semana dos horrores no Senado, o PT prova porque continua sendo o grande partido da quadrilha instalada há 7 anos no poder, e revelada no escândalo do mensalão! O Senado brasileiro segue superando-se na escala das coisas estapafúrdias e inacreditáveis, com o PT na frente.
Essa semana, o Congresso se envolveu em novos vexames, um depois do outro, com o protagonismo de duas das personalidades mais tradicionais da política nacional: o coronel corrupto, nepotista, e etc., José Sarney, e o indeciso, defensor do mensalão e covarde, Aloízio Mercadante.
Na metade da semana, o Conselho de Ética, que estudava como esquecer as representações contra Sarney, “chutou o balde” e arquivou todas as 11!
Isso significa que todas as acusações existentes contra esse ladrão foram desconsideradas, sem contar que na semana passada já se havia arquivado outras sete. Depois de todas as provas escancaradas, nacionalmente, da farra que Sarney e a sua família inteira faziam com o dinheiro público, o Conselho teve e cara-de-pau de ignorar isso.
Para tanto, porém, contou com uma mega-ajuda do PT, cujo presidente, Ricardo Berzoini, orientou a bancada a votar pela “absolvição” de Sarney, seguindo a ordem de Lula.
Diante desse fiasco, logo após o “veredicto”, o líder da bancada petista no Senado, Aloizio Mercadante, que muito já compactuou e se beneficiou com a corrupção, mas que agora está de olho nos votos para 2010, anunciou que estava deixando o cargo, em caráter irrevogável, pois não conseguia compactuar com um absurdo desses.
Na mesma sessão, o também petista, Senador Flávio Arns (PR), anunciou o seu desligamento do partido, alegando também decepção com a postura de seus correligionários.
Mas a nova vergonha da semana ficou por conta da decisão “irrevogável” de Mercadante. Já no dia seguinte, ou seja, menos de 24 horas depois do anúncio de que não havia hipótese de mudar de decisão, ele voltou atrás. Alegando ter conversado com Lula e não poder recusar um pedido do presidente, retomou todas as suas funções pelo partido.
Nada poderia ser mais ridículo!
Se por um instante ele teve um pingo, não de remorso ou de vergonha na cara, mas ao menos de preocupação com o que pensaria o eleitor, ao falar com o responsável pelo caos que paralisa a política nacional, resolve voltar atrás, como se Lula tivesse alguma moral para convencer alguém! Fica claro que Mercadante, Suplicy e tantos outros petistas que tentam parecer “éticos” são farinha do mesmo saco. Eles são todos corruptos, pois sustentam a corrupção!
Esse escândalo só reforça nossa crença na falência da política eleitoral e da democracia burguesa. O fim da corrupção dentro da política só é possível quando os cargos políticos deixarem de ser um cabide de empregos para enriquecimento próprio. E o trabalho político, a serviço do bem comum de toda a sociedade, seja imposto como parte de outra sociedade, que somente pode existir fora do capitalismo e da sua democracia de faz-de-conta.
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