A saúde pública cada vez pior! Governos burgueses atacam a vida dos trabalhadores.
A saúde no país é um caos: faltam leitos em toda a rede pública, sejam nas maiores capitais até nas menores cidades. Hospitais superlotados, poucos postos de saúde (que sequer possuem condições para prestar um serviço adequado).
O IBGE divulgou recentemente dados de sua pesquisa chamada Assistência Médico Sanitária, do período de 2009, onde a realidade da saúde -pública e privada- se demonstra cada vez pior. Mesmo que afirmada enquanto prioridade por todos os governos, atuais e passados, tanto na esfera federal, estadual ou municipal, não há medida efetiva que solucione o problema.
O atual número de leitos no Brasil tem um dos piores índices desde 1990 (ano em que iniciou a pesquisa) quando se observou o total de 533.558 leitos. Em 2005 passaram a ser 443.210 e, atualmente, estão disponíveis somente 431.991. Esse decréscimo brusco se deve, principalmente, ao fechamento de leitos privados e que não são substituídos por leitos públicos.
Em 1990 existiam no Brasil 124.815 leitos públicos. Em 2005 passaram a ser 148.966 e, de lá para cá, atingiram a marca ridícula de 152.892. Ou seja, em cinco anos, os governos só criaram 3.926 novos leitos para uma população que já estava carente de leitos.
Com esse aumento insuficiente diante de nossas necessidades, não há o que comemorar! Os números não mentem e só confirmam a realidade presenciada por cada trabalhador que enfrenta a fila do SUS.
No início dos anos 90, a população girava em torno de 142 milhões de pessoas. Passamos a ser algo em torno de 192 milhões, -um aumento de 50 milhões de pessoas- em 20 anos. Neste mesmo período, os governos Collor, Itamar, FHC e Lula só aumentaram 28.077 leitos na rede pública! E ainda trabalharam para tornar a saúde pública cada vez mais municipalizada, jogando a responsabilidade sobre municípios que, muitas vezes, trabalham com verbas insuficientes.
A quantidade de leitos é obviamente baixa para o atual número de habitantes, mesmo somando públicos e privados.
O total de leitos caiu de 2,4 leitos/mil habitantes, para 2,3/mil habitantes, enquanto o recomendado pelos parâmetros do Ministério da Saúde é de 2,5 leitos/mil habitantes. Enquanto isso, países como os EUA -que não é referência em saúde- oferecem 2,7 e o Japão, 8,2.
O número de equipamentos de diagnósticos por imagens cresceu 27,5% entre 2005 e 2009. Porém, a rede que atende pelo SUS (responsável por atender 75% da população brasileira) tem acesso a somente 40% do total destes aparelhos, mostrando que a sua grande maioria está na rede privada, que atende uma parcela ínfima de brasileiros.
Essa realidade fica ainda pior quando se trata de tomografia computadorizada. O SUS oferece 6 aparelhos para 1 milhão de habitantes, sendo que para os planos de saúde a disponibilidade do aparelho chega a 44,3 para cada 1 milhão de habitantes.
A qualidade do sistema de saúde, assim como de tudo no sistema capitalista, está condicionada ao caráter de classe, já que os ricos -ou de maior condição financeira- têm garantia de melhor atendimento médico, pois podem pagar por isso, evidentemente.
Os hospitais superlotados são notícias freqüentes, e a tendência é só piorar. Ainda mais com Dilma anunciando novos cortes no orçamento para 2011.
Aguardemos, pois as greves e mobilizações dos trabalhadores da saúde devem intensificar-se -e com razão- diante da precarização do serviço.
Os governos, com sua omissão deixam espaço de sobra para a disseminação de epidemias e a volta de doenças, até então, extintas.
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