Maioria da população não tem esgoto tratado
Apesar do aumento formal dos investimentos na rede de abastecimento de água e esgoto, estes recursos estão escorrendo pelo ralo da corrupção e do superfaturamento das obras, porque os resultados são medíocres.
57% da população brasileira ainda não têm acesso a esgoto tratado e 19% não contam nem mesmo com o abastecimento de água. Além de muita gente sequer ter acesso à rede de esgoto, apenas 28,5% do que é coletado recebe tratamento.
A rede de esgoto é fundamental para a qualidade de vida do trabalhador, podendo gerar aumento da sua produtividade e da renda, diminuindo suas doenças, e avançando em sua expectativa e qualidade de vida.
Por ano, 217 mil trabalhadores precisaram se afastar de suas atividades somente devido a problemas gastrointestinais ligados a falta de saneamento. Ao total, dos 462 mil pacientes internados por infecções gastrointestinais, 2.101 morreram no hospital, demonstrando que a corrupção e a falta de investimentos públicos estão matando milhares de pessoas por ano.
Para quem vive em região sem tratamento de esgoto e saneamento básico, os riscos estão na degradação do solo e no contato com a sujeira e agentes que possam trensmitir doenças. Essa combinação de chuva mais esgoto infiltrado no solo contribuiu para a tragédia ocorrida nos morros de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, por exemplo, quando o morro do Bumba veio abaixo.
O índice de pouco mais da metade dos municípios brasileiros com rede de esgoto refere-se apenas à existência do serviço no município, sem considerar a extensão da rede, a qualidade do atendimento, o número de domicílios atendidos, ou se o esgoto, depois de recolhido, é tratado. Ou seja: em metade das cidades não há nada! Mas na outra metade, também não quer dizer que não haja mais milhões de pessoas sem rede de esgoto ou seu tratamento.
O Movimento Revolucionário defende um imediato plano de obras de saneamento básico e tratamento de esgoto. É preciso e possível universalizar o acesso à agua tratada e ao esgoto tratado, sendo necessário, para isso, um investimento massivo do orçamento público, através da suspensão do pagamento da dívida pública e da estatização do sistema financeiro, o setor mais lucrativo do país, que garante bilhões de lucros por meio da exploração dos trabalhadores.
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