Casa da Mãe Joana. Sarney dá emprego até para namorado da neta e mostra que Senado é balcão de negócios!
Ele apoiou a ditadura, mandou o exército agredir grevistas, roubou, concedeu licenças de rádio e TV para amigos, levou o país ao desastre, e saiu da presidência acossado pela inflação e a rejeição popular.
Com essa ficha corrida tão extensa, Sarney não choca mais ninguém ao ser flagrado nomeando parentes, e até mesmo namorado de parente, no caso sua neta. Gravações da Polícia Federal (PF) comprovaram que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), usou o dinheiro e a estrutura públicos para fazer um “agrado” a Maria Beatriz Sarney, sua neta. Numa demonstração mafiosa, que confunde o público e o privado, a neta de Sarney ligou para seu pai, Fernando Sarney (filho do senador), pedindo para que seu namorado ocupasse uma vaga na Casa (da Mãe Joana, com certeza).
A contratação foi efetivada poucos dias depois, pelo então diretor-geral do Senado Agaciel Maia e foi feita por ato secreto. Agaciel é, só para relembrar, o mesmo que agora todos os partidos eleitoreiros demonizam como sendo um servidor corrupto que agia por conta própria.
As fitas mostram a naturalidade com que Sarney roubava dinheiro da população, desviando-o para os bolsos de sua família. Neste caso, ele chega a ficar chateado, vejam só, que sua neta não lhe procurou diretamente e mais cedo para ele lhe fazer esse “favor”.
Sarney não fez nada diferente que seus colegas, quando no PT, PSDB, DEM e PSOL, empregaram parentes e um cacho de gente que nunca apareceu no Senado para trabalhar. A saída não passa por Sarney renunciar à presidência da instituição, nem por sua cassação. São os 81 membros que devem ser cassados e o Senado como um todo que deve fechar. A população não ganha nada com a existência desse antro de corrupção, roubalheira e ataques aos trabalhadores.
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