Brasil: um país ainda com milhares de escravos!
Enquanto o ex-presidente Lula e a atual presidente Dilma se esforçam em mostrar um “país que vai prá frente” e em divulgar maravilhas meramente publicitárias como o plano do “Brasil sem miséria”, a realidade é que estamos ainda no século XIX em termos trabalhistas.
A escravidão, abolida há séculos dos países centrais do capitalismo e extinta até mesmo nos demais países sulamericanos há quase 2 séculos, permaneceu oficialmente autorizada até 1888 no Brasil. Esta vergonha, no entanto, ainda que suprimida legalmente, ainda permanece existindo e milhares de trabalhadores ainda vivem presos em instalações precárias, sem poder ir embora, sem comida decente, sofrendo maus-tratos e humilhações e sem sequer receber salário.
O próprio Ministério Público do Trabalho (MPT) reconhece a existência de 20.000 pessoas trabalhando sob condições análogas às de escravo no Brasil. Considerando que o mesmo MPT é incompetente para identificar as fazendas e responsáveis por tal superexploração, é evidente que estes números são subavaliados. De qualquer forma, são milhares de escravos num país que há mais de 120 anos aboliu a escravidão, conforme a versão oficial.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT), sobre este tema, divulgou um perfil do trabalho escravo rural no Brasil, indicando que 81% dos escravos são negros, jovens e com baixa escolaridade. O estudo foi feito a partir de entrevistas com pessoas libertadas, aliciadores e empregadores em fazendas do Pará, Mato Grosso, Bahia e Goiás entre 2006 e 2007.
Além da predominância da raça negra, o documento aponta que cerca de 93% dessas pessoas iniciaram a vida profissional antes dos 16 anos, o que configura trabalho infantil, e que quase 75% delas são analfabetas. O estudo identificou que a maioria dos empregadores e dos aliciadores, os chamados "gatos", é branca.
Claramente estes dados mostram racismo por trás da escravidão, o que historicamente é evidente, mas, na atualidade se mantém da mesma forma, o que desmonta a tese de que hoje om problema dos pobres no Brasil seria uma questão apenas “social” e não mais de raça. Se fosse assim, já não deveria haver diferenciação para ter “escravos brancos”, mas não é esta a situação. São negros quem seguem vivendo em senzalas e tratados como animais, por brancos que os exploram, tal como 2 séculos atrás.
A escravidão, a prostituição, o trabalho infantil, a criminalidade; são formas degradantes e à margem da economia formal, mas que geram lucros altíssimos à burguesia, e por isso nunca ou com séculos de atraso acabam no capitalismo. Neste momento, é preciso combater e derrotar os interesses destes latifundiários e exploradores sob a forma do governo Dilma, que governa para o agronegócio e para estes setores capitalistas. Devemos ter claro que, além desta luta imediata, somente com uma luta contra o próprio capitalismo é possível acabar com estas vergonhas e aproximar a sociedade de uma vida livre e digna, rumo ao socialismo.
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