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| Publicada em 02/10/2009 |
Traíção do Comando de Greve acabou com a greve dos correios:
ELES NÃO FALAM EM NOSSO NOME
Trabalhadores querem lutar, mas são traídos pelo Comando!
A MINORIA TRAIU O TEMPO INTEIRO...
Em uma das greves mais fortes dos Correios, os trabalhadores foram traídos por suas direções. A categoria rejeitou durante 10 dias a proposta do governo Lula, de 9% de reajuste para 2 anos, por entender que essa proposta era rebaixada e visava amordaçar os trabalhadores no ano eleitoral de 2010.
Já no segundo dia de greve a minoria do comando, que dirige os principais sindicatos do país, ligada à Articulação (CUT/PT) e a CTB (PCdoB), orientaram pela aceitação da proposta do governo e pelo fim da greve. Porém, de norte a sul desse país, os trabalhadores atropelaram os governistas e mantiveram a greve. Até que estes apelassem para manobras, terrorismo psicológico contra os trabalhadores e fraude na votação da assembléia de São Paulo, depois de já ter acabado com a greve no Rio de Janeiro através dos fura-greves. Em São Paulo, o sindicato pelego foi corrido da assembléia e fugiu dos trabalhadores enfurecidos, que queriam seguir na luta.
A MAIORIA NOS DEIXOU NA MÃO QUANDO PRECISAMOS...
Nesse momento, quando a categoria precisava resistir à traição dos governistas, o que fez a maioria do comando, que até o momento estava defendendo a continuidade da greve? NADA! A maioria, formada por PSTU, MRL, PCO e ASS, defendeu a greve nos momentos mais fáceis, quando a base estava lutando por conta própria. No primeiro momento em que os 4 membros do comando tiveram que garantir a greve, chamar os trabalhadores a seguirem mobilizados e tentar retomar a greve no RJ e em SP, não fizeram. Pelo contrário, na sexta-feira, a maioria do comando enviou um informe onde não se posicionava sobre a continuidade ou não da greve. Dessa forma, mostraram que não podem representar a luta dos trabalhadores, pois se curvaram diante da traição dos pelegos, deixando a categoria na mão!
NÃO BAIXAR A CABEÇA E SEGUIR LUTANDO...
Não tem como não se indignar em um momento como esse. Mas não podemos baixar a cabeça e desistir da luta. O Rio Grande do Sul fez o que pode durante a greve e se dependesse de nós a mobilização nacional ainda estaria forte. Essa traição de todo o comando serve para que os trabalhadores conheçam quem são seus atuais representantes, para justamente saber como mudar as direções do nosso movimento, tanto no sindicato como na federação.
Aqui no Estado, mesmo com o sindicato fraco, o comando de delegados conseguiu garantir uma forte mobilização, referência para o país inteiro. Agora, a base deve tomar conta do sindicato, ajudando a antecipar as eleições, mudar o nosso estatuto e os rumos da nossa entidade. |
A greve demonstrou que faz falta uma corrente de luta, que não se vende para o governo e nem se acovarda diante das traições. Se o Comando e a Federação não falam em nosso nome, vamos construir algo novo.
A traição aberta da CUT e CTB abriu um espaço grande para a Oposição Conlutas crescer na categoria. Porém, o PSTU, que é maioria dentro dessa nova central, não aproveitou esse espaço e deixou a categoria sem direção quando mais precisávamos. É urgente uma mudança total nos rumos da Conlutas, que deve parar de fazer alianças permanentes com os governistas e passar a enfrentá-los de verdade. O que está em jogo não são cargos, e sim o futuro da nossa luta e condições de trabalho.
A corrente LUTA PELA BASE surge com esse objetivo e está começando uma construção nacional na defesa de um projeto coerente, de luta contra o governo e os pelegos! Para nós, só é possível uma direção forte e de luta se esta estiver sob controle da base e em contato com os locais de trabalho.
É o momento de saber quem é quem e escolher um lado, pois nossa luta não pode esperar!
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